Depois da violência, o direito de recomeçar: MPDFT encerra ações do Agosto Lilás

Nos 20 anos da Lei Maria da Penha, MPDFT reforça a importância da proteção, do acolhimento e da rede de apoio para a reconstrução da vida após a violência
Durante o Agosto Lilás, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha com uma mensagem que amplia o olhar sobre o enfrentamento à violência contra a mulher: mais do que interromper a violência e responsabilizar o agressor, é preciso garantir condições para que quem sobreviveu possa reconstruir a vida com segurança, autonomia e sem medo.
Para encerrar este mês composto por ações e iniciativas, o MPDFT apresenta um vídeo inspirado na trajetória que deu origem à própria Lei Maria da Penha. Há 20 anos, a história de uma mulher que sobreviveu à violência ajudou a transformar a proteção de milhões de brasileiras. Hoje, a lei que leva seu nome também reafirma o direito de outras mulheres de reconstruir suas vidas e seguir escrevendo suas próprias histórias.
Assista ao vídeo: recomeçar também é um direito.
Informação, diálogo e atuação em rede
Com o mote “Pelo direito de recomeçar e viver sem medo”, a campanha ganhou as redes sociais e diferentes espaços de informação e diálogo. Em edição especial do videocast “O MP que a gente conta”, a promotora de justiça Thaís Tarquínio, coordenadora do Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav), e a ativista Jéssica Cytrus, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, conversaram sobre direitos das vítimas, acolhimento e a importância da rede de proteção no processo de recuperação.
A programação também contou com o 3º Fórum de Integração Todas Elas – Sistema de Justiça e Redes, que reuniu representantes de diferentes instituições para fortalecer a atuação integrada no enfrentamento à violência contra as mulheres. Ao longo do mês, conteúdos nas redes sociais trouxeram informações sobre direitos, proteção e os caminhos disponíveis para quem precisa de ajuda.
Rede de apoio ajuda a romper o ciclo da violência
Além da proteção oferecida pelo sistema de Justiça, o acesso à rede de atendimento pode ser decisivo para que mulheres consigam romper o ciclo da violência e reconstruir suas vidas. Acolhimento especializado, acompanhamento psicossocial, avaliação de riscos e encaminhamento para serviços de proteção são alguns dos recursos que podem ajudar nesse processo.
Em vídeo, a promotora de justiça Mariana Távora, a psicóloga do Espaço Acolher Dalila Fiusa e Sheiska Gonçalves, que foi atendida pela rede, falam sobre a importância desse suporte. A partir de diferentes perspectivas, elas mostram como o atendimento especializado pode ajudar a mulher a reconhecer a situação de violência, construir caminhos para sair dela e recuperar a autonomia.
Assista ao vídeo e conheça a importância da rede de apoio para quem busca uma vida sem violência.
As diferentes iniciativas realizadas durante o Agosto Lilás partiram de uma mesma perspectiva: o enfrentamento à violência não termina quando a agressão é interrompida. A proteção precisa alcançar também o que vem depois, garantindo acolhimento, informação e acesso a direitos para que cada mulher possa retomar seus projetos e seguir escrevendo a própria história.
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Agosto Lilás: saiba como se proteger da violência no ambiente virtual
Lei Maria da Penha completa 20 anos fortalecendo o direito de recomeçar e viver sem medo
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