MPDFT

Mostra que reúne produção de integrantes da instituição estreia nesta sexta, 16 de outubro, e fica em cartaz até 29 de janeiro

Na próxima sexta-feira, 16 de outubro, estreia a abertura da exposição “Pratas da Casa - talentos que inspiram o MPDFT”. A mostra tem entrada franca e ficará no Espaço Cultural do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) até 29 de janeiro. Ela é fruto de um chamamento interno com o objetivo de descobrir talentos e valorizar as expressões artísticas dos integrantes da instituição.

Pratas da Casa será composta de poesia, fotografia, filme, desenho e bordado reunido em um único espaço. Para a servidora Crygina Bandeira, da Divisão de Cultura, “a ideia de montar uma mostra na qual familiares, amigos e colegas de trabalho possam apreciar as produções artísticas de integrantes da instituição, para além de suas atividades profissionais, está sendo uma iniciativa muito bem recebida por todos e muito gratificante em produzir".

A cerimônia de inauguração será às 17h, aberta ao público, e contará com a presença de autoridades do MPDFT e dos selecionados desta 1ª edição. Visite a página da exposição. Conheça um pouco mais sobre cada um deles e suas obras expostas:

Anna Carolina Ferreira, da Secretaria de Tecnologia da Informação, é multiartista: escritora, poeta, compositora, cantora e modelo. Coautora de 8 obras, além do livro solo "Improvável Joia Rara". Ela irá expor seu poema "resistência rara". Segundo ela, sua criação artística é fruto das suas vivências e das inspirações que capta do Universo: “Através das minhas obras, busco transformar experiências pessoais e episódios do cotidiano, tudo aquilo que me atravessa e sensibiliza, em convites à reflexão".

Beatriz Mattos, da 1ª Procuradoria de Justiça Criminal, vai expor a aquarela “A beleza que vejo e a que crio”. A servidora sempre esteve envolvida com diversas expressões artísticas, entre aprender instrumentos musicais a aulas de teatro, além do artesanato. Ela destaca, ainda, a influência que suas duas avós tiveram em seu aprendizado. “Já na vida adulta, resolvi que queria aprender a desenhar, pois nunca tive o dom, e me matriculei no curso de desenho e aquarela. Também faço bordado livre e aquarela em tecido plano. Neste ano de 2026, fiz a minha primeira obra de aquarela em papel de algodão com intervenção de bordado: Tentaram me reduzir a uma caixa, fiz dela objeto da minha arte”.

Carlos Santana, da 3ª Promotoria de Justiça Especial Criminal de Brasília, irá expor a coletânia fotográfica - Veneza: água que percorre história. O servidor se diz apaixonado pela fotografia desde a infância. A coletânea retrata momentos de uma viagem marcante feita em 2018. “A fotografia é meu modo de registrar as visões que tenho do mundo. Encontrei na imagem uma forma de transformar o olhar em expressão. Busco construir uma linguagem própria por meio da experimentação de técnicas, enquadramentos e diferentes formas de perceber o mundo", acrescentou.

Edvaldo Souza, carregador da PJ de Brasília II, é um dos integrantes da mostra, com um conjunto de desenhos em grafite. Suas obras são realistas com técnica de luz e sombra: “Desenho desde os 12 anos, no período da pandemia resolvi me aprofundar e fiz alguns cursos de desenho realista e pintura digital. Em poucas palavras, o desenho, para mim, é uma forma de desligar da realidade, é refúgio, inspiração e expressão”.

George Victor, da Promotoria de Justiça de São Sebastião, apresentará seus curtas-metragens: Trilogia Sideral. O servidor é pernambucano, mas cursou Letras pela Universidade de Brasília (UnB), quando conheceu a poesia e a arte literária, tendo desenvolvido afeição particular pela metáfora e pela mensagem subliminar. Já escrevia desde a adolescência com regularidade. Sua trajetória musical incluiu a gravação de dois álbuns: Cancioneiro Popular (MPB) e Andarilho das Estrelas (New Age), e alguns videoclipes. "Tem que haver silêncio. De repente, começam a surgir algumas frases na minha cabeça, junto com uma melodia, e aí eu vou cantarolando até formar uma espécie de refrão, que eu costumava gravar num gravador de jornalista. Depois eu passei a gravar essas ideias no celular. Em seguida, sento ao computador com o violão junto, e trabalho em cima dessa música”, contou sobre seu processo de criação.

Hélio Sandro de Alcântara, do Setor de Controle e Acompanhamento de Medidas Alternativas de Brasília I, participará da mostra com sua coletânea fotográfica - Os céus declaram a glória de Deus. As fotos foram feitas da própria sede do MPDFT. O servidor se considera um entusiasta da fotografia: “Procuro captar os momentos de alvorecer e entardecer na Capital Federal. Além da fotografia, quando inspirado, escrevo pequenos poemas sobre reflexões e os sentidos da vida. Alguns deles fazem parte do acervo de publicações dos Concursos Literários do MPDFT.".

Nivaldo Rodrigues, da Promotoria de Brasília II, é poeta, escritor, ator, músico e compositor. Ele irá expor seu poema "beijos". Nivaldo considera Taguatinga seu berço de tudo. Ele interpretou peças no teatro, na década de 1980, e vários trabalhos com grupos teatrais no teatro da praça central da cidade. “Escrevo desde 1975, minha motivação sempre foi a arte sobre todos os aspectos, participei do projeto Platéia que levava o teatro para as satélites, só no teatro, foram 12 anos, e como cantor, participei de vários grupos da década de 80”, completou.

Raquel Alves Veloso, da Secretaria de Suporte Administrativo, participará com o bordado “Entre fios e memórias: bordados, imagens e histórias que permanecem”. A trajetória artística da servidora foi construída a partir da experimentação com técnicas manuais e da investigação das relações entre memória, afeto e cotidiano, com ênfase para o bordado, inclusive com a realização de oficinas, mas com espaço reservado para a fotografia, o desenho, a pintura e outras práticas artesanais. "Meu processo de criação partiu de fotografias familiares e da pesquisa sobre memória, passagem do tempo e vínculos entre gerações. Seleciono imagens significativas, faço sua edição e transformação em diferentes linguagens visuais e, a partir delas, construo uma composição que reúne fotografia, desenho e intervenção manual”, relatou.

Tatiana Martins, da 2ª Promotoria de Justiça de Execuções de Medidas Socioeducativas, vai expor seu livro "70 poemas mais". A servidora, que é poeta e escritora, usa o codinome Tati Flor de Maio e seu primeiro livro foi “30 Poemas para Começar!”, além de integrar outras antologias poéticas. "Desde a juventude, a escrita ocupa um espaço constante em minha trajetória, evoluindo dos registros pessoais para uma produção literária voltada ao diálogo com temas universais, sociais e afetivos. Minha formação jurídica e minha atuação institucional também influenciam esse olhar, ampliando o interesse por questões ligadas à dignidade humana, à proteção de direitos e à valorização da escuta", ressaltou.

Váldima Fogaça, do setor de Medidas Alternativas, vai expor o livro "Maria Antonieta da Serra do Ramalho", seu primeiro romance. A escritora, poeta e revisora textual é graduada em Letras (Português e Espanhol) e em Direito. Já publicou o livro de poemas “A poetisa do tempo” (2017), “A Poetisa respirando poesia” (2021) e “Que eu leve poesia” (2023), “As aventuras de Pedro Emanuel: o menino do chapéu de palha”. "A escrita me acompanha e faz parte do meu cotidiano. Costumo registrar sentimentos, sensações e percepções sobre a vida e o mundo ao meu redor. Observo as pessoas, suas peculiaridades, comportamentos e histórias, transformando essas experiências em matéria-prima para a criação literária”, afirmou.

 

Serviço
Abertura da exposição “Pratas da Casa - talentos que inspiram o MPDFT”
Local: Espaço Cultural do MPDFT - Promotoria de Justiça de Brasília II
Lançamento: 16 de outubro, às 17h
Data: de 16 de outubro a 29 de janeiro
Página da exposição
Entrada franca

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