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Roda de conversa reuniu cerca de 70 famílias para refletir sobre responsabilidade, cuidado, direitos e deveres

Formar cidadãos conscientes começa na infância e ganha força quando escola, família e instituições caminham juntas. Com essa proposta, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio do Programa NaMoral, participou de uma roda de conversa com cerca de 70 famílias da Escola Classe Kanegae, localizada na zona rural do Riacho Fundo, na manhã desta sexta-feira, 9 de outubro.

A atividade contou com a participação da promotora de justiça da Promotoria de Justiça de Filiação e Registros Públicos (Profirp), Ana Paula Tomás. e integrou as ações-piloto do NaMoral voltadas aos primeiros anos do ensino fundamental. A iniciativa faz parte da expansão do programa para crianças do 1º ao 5º ano, com o objetivo de trabalhar valores éticos e cidadãos desde os primeiros anos da vida escolar.

O encontro com as famílias abriu espaço para o diálogo sobre temas que fazem parte da formação cidadã das crianças, como responsabilidade, cuidado, convivência familiar, exercício de paternidade e maternidade responsável, da cidadania, além de direitos e deveres protetivos e prioritários em favos das crianças e adolescentes.. A atividade também reforçou a importância da participação dos responsáveis na educação para a integridade, aproximando os valores trabalhados na escola da realidade vivida pelas crianças em casa e na comunidade.

NaMoral

O programa NaMoral dissemina valores relacionados à integridade, à ética, à cidadania e ao enfrentamento preventivo à corrupção. O projeto-piloto criado, em 2019, pelo MPDFT, foi implementado em nove escolas públicas do DF, no mesmo ano, e desafiou os jovens a construir um ecossistema de integridade. Em 2024, a iniciativa atingiu 58 instituições de ensino público e mais de 20 mil alunos. Em 2025, 73 instituições de ensino passaram a adotar o programa. Este ano serão 104 escolas.

O projeto, em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal, promove a educação para a integridade e dissemina valores relacionados à ética, à honestidade, à cidadania e ao enfrentamento preventivo à corrupção. A metodologia combina gamificação, desafios e atividades práticas para incentivar os estudantes a reconhecerem a importância das escolhas individuais e coletivas na construção de uma sociedade mais justa.

Em 2026, o programa também iniciou uma nova etapa ao expandir sua metodologia para os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental. A experiência-piloto em três escolas, sendo elas Centro de Ensino Fundamental 306, do Recanto das Emas; na Escola Classe 66, no Sol Nascente; e na Escola Classe Kanegae, no Riacho Fundo I, permite adaptar as atividades às características do desenvolvimento infantil e fortalecer a formação ética desde a infância.

O NaMoral foi incorporado à legislação distrital como política pública pela Lei nº 7.662, de 8 de abril de 2025, ampliando as perspectivas de continuidade e expansão da iniciativa. Com a aproximação entre Ministério Público, profissionais da educação, estudantes e famílias, o programa busca consolidar a integridade como valor presente nas escolhas e nas relações cotidianas.

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