Quando a voz do cidadão vira ação: o papel da Ouvidoria no fortalecimento do MPDFT
No Dia do Ouvidor, serviço se consolida como instrumento de integridade, transparência e participação social
No Dia do Ouvidor, celebrado como símbolo da escuta cidadã e da participação social, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) reforça o papel estratégico da Ouvidoria como instância de integridade, participação social e controle da atuação do poder público. Em 2025, o serviço realizou 14.345 atendimentos, com média de 125,83 registros por dia útil, consolidando-se como uma das principais portas de entrada da população para o diálogo com o Ministério Público.
Mais do que receber manifestações, a Ouvidoria atua como canal permanente de fiscalização social, contribuindo para a prevenção de irregularidades, o aperfeiçoamento dos serviços públicos e o fortalecimento da confiança institucional. “A Ouvidoria não é apenas um canal de atendimento. É uma instância estratégica de integridade e controle social, que atua como ponte entre o cidadão e as instituições de controle”, explica o ouvidor do MPDFT, Flávio Milhomem.
Segundo o ouvidor, é nesse processo de escuta, análise e encaminhamento que a Ouvidoria cumpre sua função institucional. “Ao transformar relatos individuais em informações qualificadas e diagnósticos coletivos, fortalecemos a cobrança democrática e contribuímos para que os direitos fundamentais de quem nos procura sejam efetivamente assegurados, nos termos da Constituição Federal. Assim, a participação popular se converte em uma agenda concreta de fiscalização, prevenção e transparência, promovendo uma atuação estatal orientada à proteção e à dignidade de cada cidadão”, destaca.
Na prática, esse trabalho permite que demandas aparentemente isoladas sejam reunidas, interpretadas e transformadas em subsídios para a atuação dos órgãos do MPDFT. “A partir das manifestações recebidas, o Ministério Público pode identificar padrões, áreas críticas, falhas recorrentes e situações que exigem providências urgentes, fortalecendo a integridade institucional e a efetividade das políticas públicas”, completa a ouvidora das Mulheres, Mariana Nunes.
Ouvidoria das mulheres
Entre os serviços oferecidos, a Ouvidoria das Mulheres se destaca pelo atendimento especializado a situações de violência, discriminação e violação de direitos. Criado para ampliar o acolhimento e garantir um espaço seguro de escuta, o canal funciona como porta de entrada para mulheres que buscam orientação, apoio institucional e encaminhamento adequado de suas demandas.
Em 2025, foram registrados 1.491 atendimentos nesse canal, com média superior a 13 por dia. A maior parte das manifestações foi composta por denúncias (1.153) e solicitações de providências ou informações (283), além de registros relacionados diretamente à violência contra a mulher.
Mais do que receber relatos, a Ouvidoria das Mulheres orienta as vítimas sobre seus direitos e encaminha os casos para as áreas competentes do MPDFT ou para a rede de proteção, quando necessário. A atuação busca garantir que cada manifestação seja analisada com sensibilidade e responsabilidade, respeitando a realidade de quem procura o serviço.
“A Ouvidoria das Mulheres do MPDFT se revelou um verdadeiro instrumento de garantias de direitos humanos das mulheres do Distrito Federal. Através de escuta empática, qualificada e segura, resguardados o sigilo e rapidez, a Ouvidoria realiza atendimento de mulheres em situação de violência de gênero, oferecendo orientação e facilitando o acesso ao sistema de justiça e à rede de proteção”, reitera a ouvidora das Mulheres, Mariana Nunes.
Além dos encaminhamentos, a Ouvidoria das Mulheres gera dados, a partir dos quais é possível traçar estratégias de políticas públicas para promoção de políticas públicas. “A sociedade, marcada pelo patriarcado e pelas múltiplas violências dirigidas contra as mulheres, se fortalece com a criação de portas de entradas de denúncias que sejam seguras e que promovam a cidadania das mulheres e meninas”, completa a promotora.
Ouvidoria em números
Em 2025, 75,01% dos atendimentos realizados pela Ouvidoria corresponderam a denúncias, seguidas por solicitações de providências, reclamações, elogios e sugestões. Entre os temas mais recorrentes estiveram saúde, Ouvidoria das Mulheres, improbidade administrativa, crimes, serviços públicos e educação, refletindo as principais preocupações da sociedade em relação à garantia de direitos e à atuação do poder público.
Os tipos de denúncias são diversos. Por meio da Ouvidoria, o cidadão pode registrar relatos sobre crimes, irregularidades administrativas e improbidade, situações relacionadas à saúde, educação, meio ambiente e serviços públicos, casos de discriminação, violações de direitos humanos e violência, além de reclamações sobre o atendimento de órgãos públicos e manifestações envolvendo a atuação de membros e servidores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Também é possível encaminhar pedidos de informação, sugestões e elogios. As denúncias podem ser feitas de forma identificada ou anônima, conforme a escolha do manifestante, e são tratadas com sigilo, responsabilidade e rigor técnico.
Controle da atividade policial
A Ouvidoria também criou, de forma inédita, um Canal de Combate à Violência Policial, atendendo determinação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ele recebe manifestações relacionadas ao controle da atividade policial, auxiliando no acompanhamento de condutas, na apuração de irregularidades e na promoção da transparência na atuação das forças de segurança. Em 2025, foram registradas 263 manifestações sobre o tema, o equivalente a 1,87% do total de atendimentos.
Canais de atendimento
Para ampliar o acesso da população, o MPDFT disponibiliza diferentes formas de contato. Em 2025, a maior parte das manifestações foi registrada por meio do formulário eletrônico, responsável por 61,67% dos atendimentos, seguido por e-mail, telefone, atendimento presencial, atendimento virtual e Disque 180. Os canais garantem que cidadãos de diferentes regiões e realidades possam exercer seu direito de participação e controle social de forma simples e gratuita.
Fale com a Ouvidoria do MDPFT
Telefones: 127 e 0800 644 9500 (ligações gratuitas), em dias úteis, de 2ª a 6ª, das 12h às 18h.
Atendimento presencial: Eixo Monumental, Praça do Buriti, lote 2, sala 139, Sede do MPDFT Brasília-DF. Em dias úteis, de 2ª a 6ª, das 12h às 18h.
E-mail:
{JOR}
Mais notícias...
- 16/03/2026 - MPDFT amplia cooperação nacional com o compartilhamento de soluções de inteligência artificial
- 16/03/2026 - Heróis NaMoral: exposição chega à Promotoria de Justiça de Planaltina em 19 de março
- 13/03/2026 - Gama: MPDFT denuncia homem que atropelou dono do bar por dívida de bebida
- 13/03/2026 - Projeto Tardes de Reflexão realiza primeiro encontro de 2026 em Brazlândia
- 13/03/2026 - Procurador de justiça Ivaldo Lemos Júnior lança livro em coautoria póstuma
- 13/03/2026 - Atuação do MPDFT é homenageada durante sessão solene da CLDF voltada às mulheres
- 12/03/2026 - MPDFT realiza 2ª etapa do 33º concurso para promotor de justiça adjunto
- 12/03/2026 - Golpes com PIX: MPDFT orienta cidadão a se proteger e mostra como recuperar valores
- 12/03/2026 - Operação Blackboard: MPDFT investiga desvio de mais de R$ 46 milhões da educação
- 11/03/2026 - MPDFT apoia programa “Na Base da Paz” contra violência no futebol de base
- 11/03/2026 - Promotoras do MPDFT recebem Medalha Mulher Mais Segura
- 11/03/2026 - MPDFT recomenda medidas para reduzir déficit de profissionais na saúde do DF
- 11/03/2026 - MPDFT informa novo canal de atendimento da Defensoria Pública
- 10/03/2026 - MPDFT participa da inauguração das novas instalações da Gerência do Centro de Observação
- 10/03/2026 - MPDFT promove palestra de proteção contra importunação sexual no esporte
- 10/03/2026 - Cidadania: projeto Andanças leva a história de Ceilândia para alunos da rede pública
- 10/03/2026 - Nuav recebe Instituto Mãos Solidárias para imersão sobre acolhimento às vítimas
- 10/03/2026 - Ouvidor do MPDFT assume Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Ouvidores do MP
- 09/03/2026 - Concurso: MPDFT recomenda que Bombeiros deixem de exigir barra dinâmica de mulheres
- 09/03/2026 - Setor Comercial Sul: MPDFT realiza vistoria no Buraco do Rato
- 09/03/2026 - NaMoral: MPDFT inicia encontros para implementação do programa no ensino público em 2026
- 06/03/2026 - 8 de Março: mais que flores, o direito de ocupar espaços sem violência
- 06/03/2026 - MPDFT lança revista com artigos científicos sobre temas centrais do direito contemporâneo
- 05/03/2026 - 2ª etapa do 33º concurso para promotor de justiça adjunto será de 6 a 8 de março
- 05/03/2026 - Cine-Debate: MPDFT discute sobre maternagem de mulheres em situação de vulnerabilidade
- 04/03/2026 - Projeto Vira Amigo do MPDFT recebe Selo de Excelência Ambiental do CNMP
- 04/03/2026 - Gama: MPDFT denuncia homem por tentativa de homicídio contra vizinho
- 04/03/2026 - Cultura, cidadania e direito à cidade: MPDFT leva projeto Andanças a Ceilândia
- 04/03/2026 - Gaeco deflagra operação contra braço financeiro do PCC no DF e em São Paulo
- 03/03/2026 - MPDFT recomenda mais rigor nas parcerias firmadas com organizações da sociedade civil
Página 238 de 368
