Na segunda, 13 de abril, e terça-feira, 14 de abril, foram ouvidas dezenas de testemunhas, entre policiais, investigadores e pessoas próximas às vítimas
Nesta quarta-feira, 15 de abril, ocorre o terceiro dia do julgamento da chacina que vitimou 10 pessoas de uma mesma família no Distrito Federal. A sessão é marcada pelo início do interrogatório dos cinco réus acusados pelos crimes. Após dois dias dedicados à oitiva de testemunhas, o Tribunal do Júri entra agora em uma das etapas mais relevantes do processo, quando os acusados poderão apresentar suas versões dos fatos ou exercer o direito ao silêncio.
Na sequência, serão realizados os debates entre acusação e defesa. Por fim, os jurados realizarão votação em sala secreta e o juiz decretará a sentença. Os réus Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Carlos Henrique Alves da Silva e Fabrício Silva Canhedo respondem por homicídio qualificado, sequestro, extorsão e ocultação de cadáver. A expectativa é de que o julgamento se estenda até o fim da semana.
Ao todo, foram ouvidas 18 testemunhas, sendo seis no primeiro dia de julgamento. No segundo dia, prestaram depoimento 12 pessoas, entre elas o delegado responsável pelas investigações, além de parentes e conhecidos das vítimas. O policial prestou depoimento extenso na manhã e na tarde desta terça-feira, 14 de abril. Inicialmente, 23 testemunhas foram convocadas, no entanto, cinco foram dispensadas.
Os depoimentos contribuíram para a reconstrução da dinâmica dos crimes e para o detalhamento da participação de cada um dos acusados. Os investigadores relataram as diligências realizadas ao longo da apuração, enquanto familiares e pessoas ligadas às vítimas trouxeram informações sobre os últimos contatos e as circunstâncias que antecederam os assassinatos. No segundo dia, também foram apresentados elementos relacionados à negociação de bens das vítimas nos dias anteriores ao crime, o que reforça a linha investigativa de que o grupo teria agido com o objetivo de obter vantagens financeiras.
Segundo os promotores de justiça que atuam no caso, os relatos trazidos ao plenário são chocantes e evidenciam a gravidade dos fatos que hoje estão sob julgamento, com repercussão em toda a sociedade. “As testemunhas ouvidas revelaram, de forma consistente, que os crimes foram cuidadosamente planejados. Não há aqui improviso, mas sim uma ação estruturada, marcada por extrema violência. Diante disso, o Ministério Público atua para que a punição seja proporcional à gravidade dos fatos, em resposta à sociedade e aos familiares”.
Processo: 0700144-92.2023.8.07.0021
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