Com grande presença de público, familiares das vítimas e imprensa acompanham o primeiro dia de julgamento no plenário

Os crimes ocorreram em janeiro de 2023 e ganharam ampla repercussão pela brutalidade e pela forma como as vítimas foram atraídas e mortas ao longo de vários dias. O caso mobilizou forças de segurança e gerou forte comoção social no Distrito Federal. Os réus — Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva — respondem por diversos crimes, entre eles homicídios qualificados, sequestro, extorsão, roubo e ocultação de cadáver.
Na abertura da sessão, foram realizados o sorteio dos jurados, a leitura da denúncia e o início da oitiva das testemunhas. Ao todo, 23 pessoas deverão ser ouvidas, entre policiais e indivíduos que tiveram contato com as vítimas, com os acusados ou com elementos relevantes para o esclarecimento dos fatos.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os crimes foram praticados com extrema violência e tiveram como motivação a subtração de uma chácara e valores em dinheiro. A acusação aponta ainda a prática de outros delitos, como constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores e destruição de cadáver.
Testemunhas
No primeiro dia de julgamento, foram ouvidos o agente da Polícia Civil Tassio Corrêa; os policiais Ygor Silva e Raulison Lopes, da Polícia Civil de Goiás; o delegado Achilles Benedito; além de Manoel da Rocha, pai de Cláudia e avô de Ana Beatriz, e Edimilson Barbosa.
As autoridades policiais ouvidas relataram os procedimentos adotados durante a investigação, as provas coletadas e os laudos produzidos, bem como aspectos relacionados às vítimas e aos impactos do crime, contribuindo para a reconstrução dos fatos. De acordo com a acusação, os elementos apresentados evidenciam a participação dos réus nos crimes.
Segundo os promotores de justiça que atuam no caso, os depoimentos colhidos neste primeiro momento são fundamentais para a compreensão dos fatos. “As autoridades policiais ouvidas são testemunhas de extrema relevância para a elucidação do caso. Foram elas que, desde os primeiros momentos após a notícia do desaparecimento das vítimas, conduziram as investigações com rigor e responsabilidade. Esses profissionais estiveram à frente da coleta de provas, da oitiva de testemunhas e do registro das versões apresentadas pelos próprios réus. São, portanto, testemunhas que oferecem ao Conselho de Sentença uma visão estruturada e confiável da linha do tempo dos acontecimentos, tanto no que diz respeito à execução dos crimes quanto aos desdobramentos investigativos que permitiram reconstruir, com precisão, a dinâmica dos fatos.”
Crime brutal
O julgamento reacende a memória de um crime que chocou o Distrito Federal pela brutalidade e pelo número de vítimas de uma mesma família. Entre os mortos estão Marcos Antônio Lopes de Oliveira; sua esposa, Renata Juliene Belchior; os filhos do casal, Gabriela e Thiago; além de outros familiares, incluindo crianças.
O Tribunal do Júri é responsável pelo julgamento dos crimes dolosos contra a vida. As sessões são públicas, e qualquer cidadão pode acompanhá-las, desde que respeitadas as normas do tribunal. A expectativa é de que o julgamento se estenda por vários dias, com a oitiva de testemunhas, o interrogatório dos réus e os debates entre acusação e defesa. Ao final, caberá aos jurados decidir pela condenação ou absolvição dos acusados.
Processo: 0700144-92.2023.8.07.0021
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