No Recanto, rede social participa de seminário sobre exploração sexual infantojuvenil
Seminário abordou pontos centrais do problema, como identificação e acolhimento adequado
Mais de 220 pessoas participaram, nos dias 26 e 27 de outubro, do “Seminário da Rede do Recanto das Emas: orientação e enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes”. A iniciativa integra a campanha “Faça Bonito: proteja nossas crianças e adolescentes”. O encontro, realizado no auditório do Fórum Desembargador Valtênio Mendes Cardoso, foi destinado aos profissionais que lidam com atendimento e proteção dos direitos das crianças e adolescentes.
Participaram da iniciativa integrantes da Rede do Recanto das Emas, profissionais de educação, da saúde e conselheiros tutelares. Participaram como palestrantes a promotora de Justiça Ronny Alves de Jesus, a pedagoga Ana Paula Severino, lotada no Centro de Atendimento Integrado 18 de Maio e agente da polícia civil Érika Kimie. Colaborou, ainda, a promotora de Justiça de Samambaia Camila Britto.
O seminário abordou muitos pontos relevantes, por exemplo, como deve ser o acolhimento em casos de relato de violência sexual; a identificação de sinais de abusos; o protocolo de depoimento especial e dados estatísticos que apontam que a maioria dos casos de abuso sexual ocorre dentro de casa, por alguém próximo da vítima. Durante o evento, ocorreu o lançamento do vídeo produzido pela rede de proteção do Recanto das Emas, com a campanha: “Basta! Eu protejo!”!
A promotora de Justiça Isabella Chaves, uma das organizadoras do evento, explica que a capacitação dos profissionais da rede local é fundamental para identificar os sinais de abuso, realizar um acolhimento adequado, encaminhá-las aos serviços necessários e oferecer suporte psicossocial. "Essa capacitação evita a revitimização das vítimas, garantindo uma resposta sensível e efetiva para sua proteção, recuperação e reintegração na sociedade", reforça.
“O Recanto das Emas é uma das circunscrições com os maiores números de abuso sexual infantil contra criança e adolescente. Nossa experiência revela que é muito comum que o profissional de educação seja o primeiro a tomar conhecimento do abuso sexual infantil, pois é alguém que a vítima possui vínculo. Já os profissionais da saúde são os primeiros a prestarem os cuidados médicos aos jovens. Por isso, é tão importante que tais profissionais estejam sensibilizados para colaborarem com o enfrentamento dessa grave violação de direitos humanos”, explicou a outra organizadora da iniciativa, promotora Gabriela Gonzalez.
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