A premiação ocorreu na última quinta-feira, 30 de abril. Evento marcou a abertura da exposição no Espaço Cultural do MPDFT
Na última quinta-feira, 30 de abril, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio de sua Divisão de Cultura (Dicult), realizou a homenagem aos três finalistas do Prêmio Ler é Legal 2026, no Espaço Cultural do MPDFT, localizado na Promotoria de Justiça de Brasília II. Neste ano, a escritora escolhida para receber o prêmio na categoria geral foi Nilva Souza; na categoria infantojuvenil, Lair Franca; e o ilustrador selecionado foi Romont Willy.
Para abrir o evento, o idealizador do Prêmio Ler é Legal, promotor de justiça Fausto Rodrigues, relembrou momentos iniciais do projeto que deu nome ao prêmio, quando se buscava, por meio da leitura, mudar realidades de algumas famílias. Ele destaca que os homenageados engrandecem o DF e as letras do país, e completa: “Este ano, tivemos a satisfação de ter tido a oportunidade de escolher entre tantas boas obras”.
Também presente, o vice-procurador-geral de justiça institucional, Antônio Marcos Dezan, ressaltou o quanto a construção de uma sociedade mais justa também passa, necessariamente, pelo acesso ao conhecimento. “Essa é uma iniciativa que reconhece a leitura como um instrumento de transformação social. Com a formação de cidadãos mais conscientes e participativos, buscando seus direitos, além de apresentar uma função fundamental de valorização da produção cultural local”, parabeniza.
Homenageados
Poeta de Jaraguá, em Goiás, Nilva Souza foi a homenageada na categoria geral. Ela é uma das gestoras do Coletivo Celeiro Literário Brasiliense, que ministra oficinas de poesia em escolas públicas, e contou que já está trabalhando em seu sexto livro. Nilva prestou homenagem aos poetas presentes, aos escritores que a influenciaram, ao Cerrado, que tanto a inspirou, e aos familiares, em especial, sua mãe, que era analfabeta. “Ninguém pode mensurar a grandeza de receber esse prêmio nesse momento da minha vida. E quero agradecer por fazermos história para nossas filhas e netas, porque antigamente só existiriam homens aqui”, enfatizou.
Natural de Corrente, no Piauí, Lair Franca foi professora, tem 13 livros infantis publicados e ainda dedica a vida para que as crianças consigam fazer uma leitura mais prazerosa. “Meu coração está cheio de gratidão. Receber este prêmio é uma honra que levarei para toda a vida. Esta é uma iniciativa tão necessária e transformadora. Reconhecer escritores e nossa produção local e incentivar a leitura é, sem dúvida, investir no futuro. A leitura ensina, acolhe e transforma. E quando uma instituição como essa se aproxima da comunidade por meio dos livros, contribui diretamente para a construção de uma sociedade mais sensível, mais consciente e mais humana. É na infância que a gente começa a educar as crianças com a leitura”, ressaltou.
O piauiense Romont Willy, que é autor, ilustrador e reside no Distrito Federal desde pequeno, falou o quanto prefere se comunicar pelo desenho. Ele, que chegou a ser finalista do Prêmio Jabuti, em 2014, e mantém um canal com histórias infantis no YouTube, falou sobre sua trajetória e agradeceu tanto àqueles que o incentivaram quando criança, como os pais, quanto aos que o desestimularam, pois elogios e críticas fizeram ele chegar onde chegou. “Hoje, aquele menino da Ceilândia desenha para o mundo todo. E isso foi marcado pela teimosia de mostrar que é possível sim. Que a gente consegue vencer através do que a gente sonha”, finalizou.
Exposição Ler é LegalO Prêmio Ler é Legal faz parte do projeto de mesmo nome, criado para incentivar a leitura e promover um espaço de diálogo entre a instituição e a comunidade. Todo ano, o Prêmio homenageia escritores e ilustradores ligados a publicações literárias que tenham nascido ou sejam residentes no DF e no entorno, no intuito de promover a literatura local. A exposição contendo obras dos homenageados entra em cartaz a partir da data da premiação, no Espaço Cultural do MPDFT.
ServiçoExposição Ler é LegalLocal: Espaço Cultural do MPDFT - Promotoria de Justiça de Brasília II
Data: até 31 de julho
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 12h às 19h
Artistas: Nilva Souza - categoria geral
Lair Franca - categoria infantojuvenil
Romont Willy - ilustração
Entrada gratuita
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