Primeiro condenado no Brasil pela nova lei do feminicídio pega pena de 43 anos
Assassinato aconteceu dias depois da mudança na legislação que tornou o feminicídio um crime autônomo.
A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Samambaia obteve, nesta quinta-feira, 27 de fevereiro, a condenação de Daniel Silva Vitor pelo feminicídio de Maria Mayanara Lopes Ribeiro. A pena foi fixada em 43 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado. Esse é primeiro julgamento no Brasil com condenação pela nova lei, que endureceu as penas para esse tipo de crime. O réu não poderá recorrer em liberdade.
Os jurados reconheceram as três causas de aumento de pena apontadas pela Promotoria de Justiça: o crime foi cometido de forma cruel (Maria Mayanara foi subjugada, arrastada pelos cabelos e agredida com socos antes de ser esfaqueada); ela era mãe de duas crianças; e o crime foi praticado na presença dos filhos da vítima.
O crime aconteceu em 14 de novembro de 2024, por volta das 18h, no assentamento Leão Judá, em Samambaia. Daniel e Maria Mayanara viviam em união estável havia cerca de seis meses e residiam com os filhos dela, de um e três anos de idade, e com seu irmão mais novo, de oito anos de idade. Após uma discussão motivada por ciúmes, Daniel arrastou a então companheira pelos cabelos e a agrediu com socos e golpes de faca. As três crianças presenciaram o crime. Maria Mayanara foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Penas maiores
Desde 10 de outubro de 2024, todos os crimes de feminicídio devem ser punidos nos termos da Lei nº 14.994, que considera crime de feminicídio como delito autônomo e estabelece outras medidas para prevenir e coibir a violência contra a mulher. A pena mínima passou a ser de 20 anos e a máxima de 40 anos de reclusão. Conhecida como “Pacote Antifeminicídio”, a nova lei também aumenta as penas para outros crimes, se cometidos em contexto de violência contra a mulher, incluindo lesão corporal e injúria, calúnia e difamação.
Pela legislação anterior, o feminicídio era enquadrado como homicídio qualificado. Para o Ministério Público, as penas no Distrito Federal já ficavam, em média, acima de 20 anos, e há uma expectativa de que a partir de agora os condenados por feminicídio recebam reprimendas ainda maiores.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), o crime de feminicídio dobrou de 2022 para 2023 no Distrito Federal. Foram 34 mortes registradas no ano passado, a maioria motivada por ciúmes, com uso de arma branca, ocorridas em casa e cometidas por companheiros ou ex-companheiros.
Processo: 0718688-33.2024.8.07.0009
{JOR}
Mais notícias...
- 26/02/2025 - Carnaval 2025: MPDFT terá plantão para atender casos urgentes
- 26/02/2025 - Setor Comercial Sul: MPDFT realiza vistoria e aponta problemas na região
- 26/02/2025 - MPDFT firma acordo para coibir violência nos estádios do DF
- 26/02/2025 - Faixa de Domínio: operação investiga corrupção na autorização de painéis luminosos
- 25/02/2025 - Após 25 anos de buscas, réu foragido há mais tempo no DF é preso em Roraima
- 25/02/2025 - MPDFT destinou R$ 146 mil de recursos de ANPPs para instituições de Taguatinga
- 25/02/2025 - Última semana da Exposição Ânima: um convite à reflexão sobre a violência doméstica
- 25/02/2025 - Carnaval sem assédio: MPDFT reforça ações de combate com a campanha "Pedi pra Parar, Parou!"
- 25/02/2025 - Record nas Cidades: MPDFT participa de ação em Santa Maria
- 24/02/2025 - MPDFT participa da 5ª Conferência Distrital do Meio Ambiente
- 24/02/2025 - Rede Urbanidade quer integrar acessibilidade da Esplanada à Praça dos Três Poderes
- 24/02/2025 - Indicações para a Ordem do Mérito MPDFT terminam na sexta-feira, 28
- 24/02/2025 - Comissão do MPDFT fiscaliza jogo entre Gama e Brasiliense
- 21/02/2025 - MPDFT emite recomendação à empresa de alimentação do sistema prisional do DF
- 21/02/2025 - NaMoral é apresentado durante evento da Unesco Brasil
- 21/02/2025 - Enteado é condenado por matar padrasto em festa de Natal da família
- 21/02/2025 - Carnaval 2025: MPDFT alinha estratégias e reforça medidas de segurança e acolhimento
- 20/02/2025 - Ceilândia: homem é condenado a 12 anos de reclusão por matar amigo com golpe de enxada
- 20/02/2025 - Projeto Ágora é apresentado em evento sobre exploração sexual de crianças e adolescentes
- 19/02/2025 - SSP-DF apresenta ao MPDFT plano de ação para os casos de desaparecimento de pessoas
- 19/02/2025 - Record nas Cidades: próxima edição acontece neste sábado em Santa Maria
- 19/02/2025 - Videocast mostra como a IA está transformando o trabalho do Ministério Público
- 18/02/2025 - MPDFT e MPRO firmam cooperação para o compartilhamento de inteligência artificial
- 17/02/2025 - Projeto "Participe da Cidade" discute atuação integrada para pessoas em situação de rua
- 17/02/2025 - MPDFT sedia encontro do Fórum de Discussão da Política sobre Drogas
- 17/02/2025 - Samambaia: motorista que matou PM em acidente de moto é condenado a 7 anos de reclusão
- 17/02/2025 - História Oral: MPDFT lança série de vídeos com membros e servidores da instituição
- 17/02/2025 - MPDFT participa de diálogo sobre Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária
- 14/02/2025 - MPDFT recorre para ampliar condenação de policial que atirou contra delegada em bar
- 14/02/2025 - MPDFT participa de validação fluxo para encaminhamento de pacientes entre DF e GO
Página 781 de 1690
| Acessibilidade | Mapa do site |
© 2025 MPDFT - Todos os direitos reservados.
Endereço: Eixo Monumental, Praça do Buriti, Lote 2, Sede do MPDFT, Brasília-DF – CEP 70.091-900
Horário de funcionamento para atendimento ao público externo: em dias úteis, das 12h às 19h
Telefone: (61) 3343-9500 (atendimento em dias úteis, das 9h às 19h)
Plantão (sábados, domingos e feriados): (61) 3214-4444
