Evento do MPDFT reuniu empresários e autoridades para ajudarem jovens vítimas de violência sexual
Com o intuito de reinserir jovens vítimas de violência e abuso sexual no mercado de trabalho, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) promoveu, nesta segunda-feira, 15 de maio, o evento “Faça bonito: aprendizes, bora virar vidas?”. A iniciativa contou com a presença de mais de 50 representantes de instituições públicas e empresas privadas, e teve como objetivo promover a inserção desses adolescentes no mercado por meio da oferta de vagas de jovem aprendiz, estágio ou vínculo de emprego direto.
A iniciativa ocorreu em parceria com o Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF), por meio do programa Vira Vida, e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Durante o evento, a vice-procuradora-geral de Justiça do DF, Selma Sauerbronn, reiterou que o projeto teve início em 2012 e, desde então, o MPDFT contrata jovens em situação de vulnerabilidade social.
“Com esse projeto é possível observar a missão do MPDFT de sempre promover a Justiça, a democracia e a cidadania. Tudo isso na perspectiva de transformar em realidade os direitos sociais, especialmente dos adolescentes, para além de contribuir para a aprendizagem e as suas perspectivas financeiras”, pondera a vice-procuradora-geral do DF. Ainda, de acordo com Selma, o projeto trabalha diretrizes de transformação de vidas, sendo a mais importante, o respeito e cuidado com a história de cada jovem.
“Se queremos que eles assumam as direções das suas vidas, temos que aprender a respeitar suas histórias. O trabalho flui para a redução da desigualdade social, pois contratamos jovens em situação de risco social. Assim, oferecemos oportunidades iguais para todos, independentemente de origem ou contexto de vida. É uma trilha que deve ser seguida pelas instituições e empresas para a condução de uma sociedade mais justa e inclusiva”, reitera.
Aos empresários que participaram do evento, a procuradora reiterou que a distribuição de vagas tende a trazer benefícios, visto que hoje, os adolescentes têm habilidades únicas e inovadoras, que trazem uma perspetiva nova para o local de trabalho. De acordo com Selma, ao oferecer uma oportunidade para o jovem em situação de vulnerabilidade, as empresas podem ter benefícios com uma produtividade diferenciada e satisfação de seus colaboradores, pois são jovens altamente resilientes.
Atuante na causa, o MPDFT já conseguiu inserir no mercado de trabalho, aproximadamente, 150 jovens, sendo que atualmente há 30 vagas para serem preenchidas. “Não é à toa que em 2016 conquistamos o primeiro lugar na categoria Transformação Social do Prêmio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que prestigia programas e projetos destaque no assunto”, pontua Selma.
No evento, foram apresentados à sociedade, ainda, o programa de intervenção social realizada pelo Sesi, denominado Vira Vida, além da presença de jovens egressos do programa e que já passaram pelo processo sociopsicopedagógico.
Programa Vira Vida
O “Vira vida” foi criado pelo Conselho Nacional do Sesi em 2008 para atender jovens de 15 a 21 anos em situação de vulnerabilidade social, principalmente vítimas de abuso e exploração sexual. Desde 2009, o Sesi-DF executa o programa, por meio de um processo sociopsicopedagógico que cria condições para que o participante adquira conhecimentos, desenvolva habilidades, recupere a autoestima, a autoconfiança e atinja a autonomia necessária para ingressar no mundo do trabalho.
Com a palavra, a assessora de responsabilidade Social Ssei/Senai e coordenadora do Programa Vira Vida, Cida Lima, reitera a importância do apoio das instituições. “Eles ficam conosco durante 12 meses, e no Vira Vida aprendem que sempre ocupam os primeiros lugares, que há muito mais futuro do que passado. Aqui é um espaço de alegria, contentamento, força e fé e só conseguimos nos manter em pé por conta do apoio de todas as pessoas que estão conosco”, completa.
Participaram ainda o presidente do Tribunal Regional do DF, desembargador Roberval Belinatti; o secretário de Estado da Família e Juventude, Rodrigo Delmasso; a subdefensora-geral do DF, Emanuela Saboya; o superintendente executivo do Conselho Nacional do Sesi, Wagner Pinheiro; a coordenadora setorial das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude, promotora Rosana Viegas; o superintendente do Sesi e diretor regional do Senai, Marcco Secco; o diretor de Programas Sociais do Sesc-DF, Guilherme Reineecken; e a primeira dama do DF, Mayara Rocha.
{PGJ}
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