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Encontro promovido pelo Sest Senat contou com teatro e roda de conversa sobre violência contra a mulher

Com o objetivo de conscientizar sobre a importância do combate à misoginia e prevenir a violência contra a mulher, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) participou, na última terça-feira, 4 de agosto, de uma atividade voltada a jovens aprendizes do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat) e de empresas concessionárias do sistema de transporte. Realizado na unidade de Samambaia, o encontro orientou os participantes sobre formas de reconhecer, prevenir e enfrentar diferentes manifestações de violência de discriminação. 

A programação incluiu a apresentação de uma peça teatral produzida pelos próprios jovens e uma mesa-redonda para discussão dos temas. A atividade proporcionou um espaço de diálogo, troca de experiências e orientações sobre comportamentos, estereótipos e promoção de igualdade de gênero. 

Para a promotora de justiça e coordenadora do Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav), Thais Tarquinio, a participação dos jovens foi um dos destaques da atividade. “Foi surpreendente a atuação e envolvimento dos jovens aprendizes que montaram material, um teatro extremamente impactante e ainda organizaram uma roda de conversa multidisciplinar em que a líder da turma foi a mediadora”, contou.

O Nuav já havia realizado uma reunião prévia com os jovens sobre o tema. A partir desse diálogo, os participantes produziram os materiais e desenvolveram a peça apresentada no encontro. A proposta, segundo Thais, é ampliar o alcance da iniciativa e levar o conteúdo produzido pelos jovens para outros espaços. “A apresentação superou expectativas e demonstrou que a compreensão sobre a violência doméstica e a misoginia foi transformada. Apenas com o engajamento da juventude, de meninas e meninos podemos escrever uma história diferente livre de violências para a nossa sociedade”, completou.

Conscientização

A jovem aprendiz que foi a líder do projeto, Willyane Maria Coelho, afirmou que sua experiência extremamente desafiadora. "Aprendi muito sobre como tantas coisas que achamos bobas podem ser um ato de misoginia, como falas ofensivas disfarçadas de piada e a forma de diminuir a mulher, dizendo que talvez ela não devesse estar onde está. Já no dia da apresentação, pude abrir mais ainda a mente e ver que esses casos de misoginia acontecem com todas as classes sociais. Ouvir essas mulheres serviu para a conscientização de todos. Ver casos em que a promotora Thaís foi atrás para ajudar vítimas a se reerguer é de extrema importância. Ver que, mesmo nem sempre sendo divulgado, há muitas pessoas que ajudam essas vítimas. Fico extremamente grata por esse projeto ter tomado o rumo que tomou e chegado a ser tão grande. Foi gratificante fazer tudo isso acontecer, mas eu não daria conta disso sozinha", disse.

Wilton Cardoso, supervisor do Conselho Regional do Centro-Oeste do Sest, afirmou que a participação do MPDFT evidenciou seu papel essencial na formação de uma cultura de respeito, cidadania e prevenção à violência. “Ao dialogar com nossos jovens sobre misoginia, compartilhando sua experiência e reforçando a importância de dar voz às vítimas, o MPDFT demonstrou a força de uma atuação que aproxima as instituições da sociedade e promove transformações concretas. Saímos desse encontro ainda mais convencidos da importância de fortalecer essa aproximação institucional e desenvolver novas iniciativas conjuntas voltadas à educação, à conscientização e à promoção dos direitos humanos”, afirmou.

Raíssa Osório, analista de desenvolvimento social do Sest, explicou que a entidade atua para ampliar o acesso à informação, fortalecer vínculos e contribuir para a construção de uma cultura de respeito aos direitos humanos. “Levar essa discussão aos jovens aprendizes significa investir na prevenção por meio da conscientização, estimulando reflexões que podem transformar comportamentos e fortalecer relações mais saudáveis e respeitosas. A participação do MPDFT neste encontro reforça a importância da atuação integrada entre instituições comprometidas com a promoção de direitos e a prevenção das diferentes formas de violência”, disse.

Já a psicóloga Laila de Goes, também do Sest, afirmou que a participação do Ministério Publico contribuiu de forma ímpar para o evento a respeito do combate à misoginia: “Foi possível esclarecer a respeito de como podemos realizar denúncias e como são instaurados procedimentos relacionados à violência contra a mulher, negligência e discriminação. Percebemos como podemos atuar com MP em projetos já existentes no Sest Senat”.

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