Círculo de mulheres na Promotoria de Justiça do Gama debate sororidade
Iniciativa promove um espaço de apoio e escuta compreensiva por meio de reflexões e compartilhamento de experiências

O encontro foi promovido em parceria com a Coordenadoria de Autocomposição (Cauto), e conduzido pelas facilitadoras Leila Lima e Daniela Oliveira. Durante a atividade, 20 participantes tiveram a oportunidade de expressar seus sentimentos, dores e traumas decorrentes de situações vividas, em um ambiente seguro e respeitoso.
Ao longo do círculo, foram compartilhadas histórias e experiências em que a sororidade esteve presente ou ausente na vida das participantes. Em conjunto, elas refletiram sobre os sentimentos despertados por essas situações e discutiram formas de incentivar a prática da sororidade entre as mulheres, buscando maneiras de multiplicar a atitude em seus cotidianos.
A coordenadora administrativa das Promotorias de Justiça do Gama, promotora de justiça Vyvyany Gulart, explica que o círculo com as mulheres foi idealizado para comemorar o mês da mulher, visando o acolhimento, o reconhecimento e a escuta às mulheres da unidade. “Fizemos convite a todas as mulheres, promotoras, servidoras, estagiárias e colaboradoras terceirizadas, a adesão foi grande e as participantes gostaram do evento”, diz.
Círculos de construção da paz
A iniciativa adotou a metodologia dos círculos de construção da paz, que buscam promover uma escuta empática, atenta e respeitosa. O objetivo é fortalecer alternativas e condutas que incentivem respostas não-violentas diante de situações de conflito, contribuindo para a construção de um ambiente mais harmonioso e inclusivo.
Para o promotor de justiça Pedro Thomé, coordenador da área restaurativa da Autocomposição no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), “os círculos, prática restaurativa em que temos expertise no âmbito do órgão, são importante ferramenta para o fomento do diálogo e para a criação de conexão entre os participantes das práticas circulares. Daí porque essa iniciativa de natureza restaurativa é tão importante para tratar de temas sociais sensíveis, como o do círculo de mulheres, uma vez que cria o sentimento de empatia e união, além de pertencimento a um determinado grupo social”, ressalta.
O que dizem as participantes

"Achei uma iniciativa positiva e necessária, pois criou um espaço seguro para compartilhar experiências, fortalecer laços e conscientizar sobre a importância da união e do apoio mútuo entre as mulheres. Em um mundo onde a competição e o julgamento muitas vezes são incentivados, discutir a sororidade ajuda a desconstruir rivalidades e promover empatia e solidariedade", Tania Karla de Sousa, do cartório de Promotoria de Justiça do Gama.
"O tema abordado ‘sororidade’ foi muito bem debatido pelas mulheres da PJ Gama na roda de conversa. É importante ressaltar o ganho experienciado por todas as participantes, quando do relato de histórias trazidas e compartilhadas. Com certeza, como resultado, o encontro trouxe reflexões e a vontade de aprofundar mais no tema. Seguimos, cientes da importância da busca pela união e interação entre as mulheres que desejam se harmonizar, bem como se utilizar do conceito da sororidade em suas relações interpessoais”, Rosânia Oliveira, do Setor de Controle e Acompanhamento de Medidas Alternativas (Sema).
"O círculo nos proporcionou um momento de acolhimento, escuta e reflexão! Falar sobre a sororidade nos trouxe a consciência da importância do tema e da prática na nossa rotina. Compartilhar experiências e ideias com as demais participantes trouxe um grande aprendizado, gratidão a toda equipe do MPDFT", Janaína Mendes, do Núcleo Direito Delas.
"A experiência foi enriquecedora, proporcionando momentos de aprendizado e troca entre todas as participantes. As atividades estimularam uma reflexão sobre temas relevantes. O compartilhamento de experiências pessoais criou um ambiente acolhedor, onde todas se sentiram à vontade para expressar suas opiniões. Foi um momento de crescimento coletivo", Gabriela Rezende, do núcleo Gerência de Atendimento à Família e aos Autores de Violência Doméstica (Geafavd).
"O momento de partilha em grupo envolveu colaboração, comunicação e aprendizado mútuo. Foi importante trazer uma abordagem acerca de um tema relevante e que foi muito bem trabalhado. Foi um momento de descontração e leveza que muito acrescentou para meu crescimento pessoal e profissional", Ana Thaynara, do núcleo Gerência de Atendimento à Família e aos Autores de Violência Doméstica (Geafavd).
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