Animação protagonizada por uma onça-pintada em xilogravura integra projeto de educação patrimonial voltado a estudantes da rede pública, para ampliar o pertencimento local
A Oncinha-Pintada do Cerrado é uma personagem que vive no coração do Brasil, mais especificamente, no Distrito Federal. Ela faz parte de uma animação que integra o novo vídeo do projeto educativo do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) “Conhecendo o Patrimônio Histórico e Cultural do Distrito Federal”. A iniciativa passou a ser utilizada como recurso pedagógico em atividades realizadas com estudantes da rede pública de ensino.
Com linguagem acessível e dinâmica, o vídeo apresenta aos alunos conceitos relacionados ao patrimônio histórico, com símbolos como a Catedral Metropolitana, a Torre de TV, a Praça dos Três Poderes, a Esplanada dos Ministérios e a Ponte JK, entre outros. A proposta visa ampliar a visão e estimular os estudantes a observarem bens históricos, manifestações culturais, tradições, lugares de memória e referências culturais espalhados pelas diferentes Regiões Administrativas.
A escolha da mascote do projeto, a Oncinha-Pintada do Cerrado, foi pensada como um recurso para facilitar a interação com os estudantes. A ideia por trás da animação é despertar a curiosidade e, a partir dela, desenvolver o conteúdo com alunos, de modo que eles mesmos passem a identificar patrimônios existentes em seus bairros, cidades e comunidades, valorizando essa herança e contribuindo para a formação cidadã das próximas gerações.
O projeto tem como unidade responsável a 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), sob gestão da promotora de justiça Yara Maciel Camelo, e conta com a participação das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema). A iniciativa prevê o uso de palestras, rodas de conversa, visitas a museus e monumentos históricos e materiais educativos para estimular o interesse dos estudantes pela preservação do patrimônio.
Para a promotora de justiça Yara Maciel Camelo, conhecer o patrimônio é um passo importante para desenvolver o sentimento de pertencimento. “É muito importante que crianças e adolescentes conheçam e reconheçam o patrimônio cultural do lugar onde vivem porque ninguém valoriza aquilo que não conhece. Quando o estudante descobre a história de uma praça, de uma igreja, de um monumento, de uma festa ou mesmo de uma tradição que faz parte da sua comunidade, ele começa a perceber que aquele patrimônio também conta a sua história.”
Segundo Yara, a educação patrimonial ajuda a mostrar aos jovens que o patrimônio não pertence apenas ao passado ou aos livros de História, está presente no cotidiano e que sua preservação depende também das novas gerações. “Conhecer o patrimônio é, portanto, conhecer um pouco mais sobre quem somos, de onde viemos e que história queremos preservar para aqueles que virão depois de nós”, afirma.
Como participar?

A participação das escolas no projeto pode ser construída a partir da articulação institucional com a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE) e com as próprias unidades escolares, considerando o planejamento pedagógico e o calendário escolar.
Também podem ser estabelecidas parcerias com instituições culturais e outros órgãos públicos que atuem na preservação e difusão do patrimônio histórico e cultural como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF).
A expectativa é que o projeto seja gradualmente ampliado para diferentes Regiões Administrativas, priorizando, sempre que possível, a apresentação de conteúdos relacionados à realidade cultural de cada comunidade.
Assista ao vídeo “Conhecendo o Patrimônio Histórico e Cultural do DF”.
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