Dirigentes da torcida apresentaram propostas para reforçar a identificação dos associados e individualizar a responsabilidade por eventuais atos de violência

A Ira Jovem se comprometeu a encaminhar à PDDC, até o fim desta semana, informações sobre a regularização do cadastro dos associados e a estrutura de governança da entidade. Também foi estabelecido prazo de 30 dias para a apresentação de informações e comprovantes sobre as medidas adotadas para o cumprimento das obrigações previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em fevereiro de 2025, com a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon).
Durante a reunião, os integrantes da torcida adiantaram propostas para ampliar o controle sobre os associados. A estimativa é de que, a partir de janeiro de 2027, sejam adotadas catracas com identificação facial, ampliação do número de acessos e entradas distintas para as torcidas.
Os representantes também falaram sobre individualizar a responsabilidade dos torcedores por eventuais atos de violência ou incidentes durante as atividades esportivas. A ideia é identificar os envolvidos, aplicar medidas disciplinares, como prestação de serviços em projetos sociais, doação de cestas básicas, suspensão ou expulsão da torcida e impedimento de frequentar estádios, além do encaminhamento da identificação aos órgãos responsáveis.
A torcida solicitou, ainda, autorização do Ministério Público para participar do jogo no próximo domingo, 30 de agosto, no Estádio Bezerrão. O procurador distrital dos direitos do cidadão Eduardo Sabo informou que entrará em contato com os órgãos de segurança pública para avaliar a possibilidade e o número de torcedores que poderão estar presentes, considerando a identificação dos integrantes da torcida organizada. "Nosso papel não é intimidar, mas garantir a segurança da população, em todos os ambientes, em todos os momentos, principalmente nos grandes eventos, inclusive antes dos jogos de futebol”, pontuou.
Compromissos

Após incidentes registrados no fim da partida entre Gama e América-RN, em 26 de julho, o MPDFT pediu à Justiça medidas contra a atuação coletiva da Ira Jovem. Segundo registros oficiais, integrantes da torcida teriam rompido barreiras de contenção e avançado em direção à área ocupada pela torcida visitante, provocando um confronto e a intervenção das forças de segurança.
Em decisão de 14 de agosto, a Justiça determinou que a torcida se abstivesse de atuar de forma coletiva ou organizada na partida entre Gama e São José-RS, incluindo as áreas de acesso e o entorno do estádio. A decisão apontou possível descumprimento do acordo anterior e risco de repetição de episódios de violência.
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