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Mobilização reuniu mais de mil participantes e destacou a importância da denúncia e da atuação integrada da rede de proteção

Com faixas, cartazes e palavras de conscientização, estudantes, profissionais da rede de proteção e representantes de instituições públicas ocuparam as ruas do Paranoá e do Itapoã para reforçar uma mensagem: o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é uma responsabilidade de toda a sociedade. A mobilização integrou as ações da campanha Maio Laranja e reuniu entre mil e 1,1 mil participantes.

A iniciativa, promovida pela Promotoria de Justiça do Paranoá, ocorreu dia 20 de maio, em alusão ao Maio Laranja, e teve como objetivo sensibilizar a população sobre a gravidade da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes, estimular a denúncia dos casos e fortalecer o compromisso coletivo com a proteção integral desse público.

A passeata contou com a participação de integrantes da Rede de Proteção do Paranoá e do Itapoã, incluindo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os Conselhos Tutelares, as Polícias Civil e Militar, os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Especializado de Assistência Social (Creas), a Regional de Ensino, o Centro de Especialidades para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) e as administrações regionais do Paranoá e do Itapoã.

O percurso teve início na avenida principal da Quadra 33 do Paranoá e seguiu até o ginásio da Administração Regional da cidade. Ao longo do trajeto, organizado pelos Conselhos Tutelares das duas regiões administrativas, mensagens de conscientização foram dirigidas à população e aos cerca de 900 estudantes que participaram da caminhada, ressaltando a importância da prevenção, da denúncia e da atuação conjunta na proteção de crianças e adolescentes.

Para a promotora de justiça Mariana Távora, a presença das crianças e adolescentes no espaço público ao lado das instituições da rede de proteção possui um significado que vai além da mobilização. “Quando crianças e adolescentes ocupam o espaço público, caminhando com instituições como a escola, o Conselho Tutelar, o Ministério Público e outros atores da rede pública, temos um efeito simbólico poderoso, que é fazê-las entender que a proteção contra a violência sexual não é apenas um dever da família, mas também das instituições públicas”, destacou.

De acordo com ela, a iniciativa é uma forma de “mostrar às crianças e adolescentes que o Ministério Público, assim como a escola e os Conselhos Tutelares, são parceiros e atuarão para evitar que violências sexuais permaneçam em segredo e silenciadas”.

Maio Laranja

A campanha faz referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei nº 9.970/2000. A data, celebrada em 18 de maio, foi criada em memória de Araceli Crespo, de 8 anos, vítima de sequestro, violência sexual e homicídio em Vitória (ES), em 1973, caso que se tornou símbolo da luta pelos direitos de crianças e adolescentes no país.

 

 

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