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MPDFT

Palestrante convidado foi o professor Jean Von Hohendorff, doutor em Psicologia e especialista no tema

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizou, nesta sexta-feira, 29 de maio, o seminário “Escuta Protetiva e Redes de Proteção: diálogos para a efetivação de direitos de crianças e adolescentes”. O evento é parte das atividades do Maio Laranja, voltado ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual infantojuvenil.

O evento reuniu centenas de integrantes da rede para a formação em escuta protetiva. Esse tipo de atendimento é previsto na Lei 13.431/2017 e busca acolher e garantir proteção, evitando que a criança ou o adolescente tenha que repetir sua história e reviver a violência sofrida. O palestrante convidado foi o professor Jean Von Hohendorff, doutor em Psicologia e especialista no tema.

Na palestra “É preciso uma aldeia para proteger uma criança”, Hohendorff tratou de aspectos práticos da atuação da rede. Apesar dos entraves enfrentados pelos profissionais que atuam na área, ele acredita que é possível qualificar os serviços oferecidos por meio de habilidades e técnicas de atendimento.

Entre as atitudes recomendadas estão evitar expressões faciais que demonstrem desaprovação; explicar em linguagem acessível como serão os próximos passos; deixar claro que acredita na revelação da criança. “Todos devemos estar preparados para ser a pessoa de confiança de uma criança ou adolescente”, afirmou.

Os participantes puderam fazer perguntas e participar do debate, mediado pela promotora de justiça Liz-Elainne Mendes e pelo servidor do Tribunal de Justiça Reginaldo Torres Alves Júnior, doutor em Psicologia. No período da tarde, foram realizadas oficinas para estudo de casos e preenchimento do relatório de revelação espontânea de violência sexual.

Proteção integral

A abertura do evento foi realizada pelo procurador de justiça Nísio Tostes, chefe de gabinete do MPDFT. Ele lembrou que proteger crianças e adolescentes é mais que defender direitos. “É afirmar o valor da vida, da dignidade e do futuro”. Para isso, ele acredita que a atuação interinstitucional é indispensável. “A proteção não é feita de forma isolada. A proteção integral precisa da rede”, concluiu.

Também participaram da abertura as promotoras de justiça Liz-Elainne Mendes e Luisa de Marillac, o doutor em Psicologia Reginaldo Torres Alves Júnior e a servidora do MPDFT Solange Félix, que leu um poema de sua autoria sobre a importância da escuta.

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