Ação tem o objetivo de conscientizar a comunidade escolar sobre segurança, canais de denúncia e situações de risco

A data do lançamento foi escolhida como forma de marcar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas e o Dia Distrital da Criança Desaparecida. A ação será realizada em 25 escolas nas regiões administrativas com maior registro de casos de desaparecimento. Dessas, oito receberão palestras sobre prevenção ao desaparecimento e orientações sobre como agir em situações de risco, entre 25 e 29 de maio.
Nos encontros, os adolescentes aprenderão quais são os canais oficiais de denúncia e as atitudes de autoproteção que podem fazer a diferença, como sempre informar familiares ou amigos o local para onde vão, manter o celular sempre carregado e evitar conversar ou aceitar carona de desconhecidos. Casos reais de desaparecimentos registrados no DF também serão apresentados aos estudantes para conscientizá-los sobre a importância das medidas de segurança e identificação de situações de risco. A campanha contará ainda com mobilização digital por meio do perfil @desaparecidos_df e com a distribuição de materiais educativos, como adesivos, bottons e folders.
Segundo a promotora de justiça do Núcleo de Direitos Humanos (NDH) e gestora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), Polyanna Silvares, agir rapidamente aumenta as chances de localização da pessoa desaparecida. “Precisamos aprender a identificar um desaparecimento. Devemos sempre lembrar que não é preciso esperar 24 horas. Quanto mais rápido a gente agir e avisar as autoridades competentes, maior a chance de uma pessoa ser econtrada”, explicou.

O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, reforçou a importância do registro imediato do desaparecimento. “Principalmente se for criança ou adolescente, é preciso agir rápido, não espere nenhum minuto. Não se deve esperar 24 horas”, destacou.
Como buscar ajuda?
Dados da SSP revelam que o tempo médio entre o desaparecimento e a denúncia é de 98 horas e 43 minutos. A recomendação é procurar, imediatamente, a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência ou ligar no 197 ou no Disque 100.
Informe os dados da pessoa desaparecida, características físicas, onde e como o desaparecimento ocorreu, rede de contatos e fotos recentes. Com essas informações, é possível fazer o monitoramento por meio das câmeras espalhadas no DF. De acordo com a SSP, o Distrito Federal localiza 98% das pessoas desaparecidas, índice considerado o maior do Brasil.

O Plid permite a consolidação de dados de diferentes instituições e o cruzamento de informações para apoiar a localização de pessoas desaparecidas e a identificação de pessoas sem registro civil ou documentos.
O programa disponibiliza formulário online para preenchimento com informações e características físicas do desaparecido ou possível encontrado para que a sociedade e os serviços parceiros possam noticiar os casos de desaparecimento ou de possível localização. Os dados são alimentados em banco de dados nacional, em até 24h, a partir do qual são tomadas providências pela equipe do Plid.
Clique aqui para saber mais sobre o Plid.
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