Iniciativa prevê transformar resíduos orgânicos da cantina do CEF em adubo para jardins e hortas pedagógicas em unidade escolar

Durante o encontro, foram tratados os próximos passos da iniciativa, como fontes de financiamento dos insumos, prestação de contas, inventário de materiais existentes, aquisição de equipamentos para preparo do terreno e definição das responsabilidades de cada parceiro, com o objetivo de retomar as atividades ainda neste semestre letivo.
Participaram da reunião a promotora de justiça da 4ª Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) Luciana Bertini, o procurador de justiça Roberto Carlos Batista, integrante da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão Cível Especializada em Meio Ambiente e Ordem Urbanística do MPDFT, o diretor do CEF Paulo Rogério Leão, as professoras Sandra Brambilla e Nalva Santos, além de representantes acadêmicos e técnicos ligados ao projeto.
Benefícios ambientais
A proposta acompanha as tendências nacionais voltadas à correta destinação de resíduos orgânicos e à geração de benefícios sociais e ambientais. É o que explica o procurador de justiça, Roberto Carlos Batista. Em sua fala, ele lembrou que, em 2025, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou o Plano Nacional de Redução e Reciclagem de Resíduos Orgânicos Urbanos (Planaro), que estabelece a meta de reduzir em até 73% esse tipo de resíduo até 2030. “Trata-se de um projeto promissor, alinhado às políticas públicas e à sustentabilidade”, destacou.
A promotora de justiça Luciana Bertini ressaltou o impacto educativo da ação. Para ela, a sociedade ganha quando a educação ambiental é vivenciada na prática e incorporada ao cotidiano escolar. “São sementes lançadas em cada aluno participante, que levará esse aprendizado para sua família e comunidade, multiplicando os saberes adquiridos”, afirmou.
O diretor da escola, Paulo Rogério Leão, também celebrou a retomada do projeto e destacou a importância da atividade para a formação cidadã dos estudantes. Segundo as professoras Sandra Brambilla e Nalva Santos, a compostagem se somará a outras iniciativas socioambientais já desenvolvidas na unidade, como o Pata na Tampa, que arrecada tampas plásticas recicláveis para custear a castração de animais domésticos comunitários, e o projeto “A Grande Cientista: a Mãe Natureza”, voltado à conscientização ecológica.
Também participaram da reunião o professor Luiz Ramanholo Ferreira, da Universidade Católica de Brasília (UCB), os ex-alunos e biólogos Guilherme Henrique Silva, Luciene Ferreira Gomes e Guilherme Henrique Lacerda, que seguirão na execução do projeto, além de Fernanda Alves Carega, responsável pelo projeto Pata na Tampa.
Histórico do projeto
A iniciativa começou a ser estruturada em 2025, por meio de articulação entre o MPDFT, estudantes de Ciências Biológicas da UCB e a comunidade escolar. Na ocasião, foram promovidas ações de sensibilização ambiental e atividades práticas voltadas ao reaproveitamento de resíduos orgânicos.
Com o encerramento do ano letivo e a necessidade de reorganização administrativa e operacional, o projeto entrou em fase de replanejamento. A reunião de abril marcou a retomada dos trabalhos, com a expectativa de consolidar a compostagem como ação permanente na escola e ser referência para outras unidades públicas do Distrito Federal.
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