Reunião ocorreu em decorrência de recomendação expedida pela Pró-vida e tratou de medidas já adotadas pela unidade hospitalar

Durante a reunião, o diretor hospitalar, Pedro Lourenço, informou que já foram implementadas medidas como treinamentos das equipes médica e de enfermagem, reforço no preenchimento correto de prontuários, criação de textos-padrão no sistema eletrônico para atendimentos ginecológicos e obstétricos, além da revisão de fluxos internos.
Também foram mencionadas ações como a reestruturação da comissão de prontuários, auditorias mensais, fortalecimento da comissão de óbitos e adoção de perguntas norteadoras na recepção para priorizar gestantes e pacientes em estado grave.
O médico do MPDFT Márcio de Souza destacou que a atuação da Pró-vida busca identificar falhas e recomendar melhorias em unidades públicas e privadas de saúde do Distrito Federal. Para ele, a visita foi produtiva e demonstrou o comprometimento da unidade hospitalar para aprimorar o atendimento prestado. “Saímos da reunião satisfeitos ao verificar que o hospital já iniciou providências importantes”, disse.
Ao final do encontro, ficou acordado o envio de documentos e evidências das medidas adotadas, além da manutenção do diálogo entre as instituições.
Pedro Lourenço agradeceu a visita. “Eu sempre digo que toda visita de órgão público, especialmente dos órgãos fiscalizadores, acaba nos ajudando, porque nem tudo conseguimos enxergar estando à frente de uma operação desse tamanho. Então, toda contribuição externa é bem-vinda”, afirmou.
Recomendação

De acordo com os manuais do Ministério da Saúde, cada consulta de pré-natal deve registrar, no mínimo, pressão arterial, índice de massa corporal, altura uterina, batimentos e movimentos fetais, existência ou não de edema, análise ou solicitação de exames, vacinação e orientações. Entretanto, essas informações não constavam no prontuário da gestante.
Na noite da mesma data, a paciente foi internada no Hospital Brasiliense/Hapvida e submetida a cesariana, ocasião em que o feto nasceu sem vida. Segundo a médica responsável pelo parto, o óbito teria ocorrido há mais de 24 horas.
Em razão do caso, a Pró-vida recomendou à Direção Técnica e à Direção Geral do hospital a reparametrização do Prontuário Eletrônico do Paciente utilizado nos atendimentos obstétricos ambulatoriais e de emergência, a implementação de auditoria de qualidade dos registros e a padronização do termo de consentimento para cesariana, de forma que nenhum procedimento seja realizado ou agendado sem assinatura digital ou física.
Além disso, o MPDFT recomendou capacitação sobre pré-eclâmpsia para todo o corpo clínico obstétrico e de enfermagem. Também foi solicitada uma análise retrospectiva dos óbitos fetais ocorridos na instituição nos últimos 24 meses, a fim de verificar eventual correlação com falhas de registro em consultas de pré-natal na rede própria ou credenciada e identificar possíveis padrões sistêmicos de erro.
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