No Dia dos Povos Indígenas, o Núcleo de Enfrentamento à Discriminação reforça o combate ao racismo e fiscalização de políticas públicas voltadas às 167 etnias que vivem no território do DF

A celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, instituída pela Lei nº 14.402/2022, representa o reconhecimento da diversidade cultural e da história ancestral dos povos originários no Brasil. No Distrito Federal, essa data convida à reflexão sobre a construção de Brasília e dá visibilidade à presença indígena que resiste e se reinventa na capital do país.
Combate à discriminação
Para a promotora de justiça Adalgiza Aguiar, do Núcleo de Direitos Humanos (NDH), “O Ministério Público está atento às violações que atingem os povos originários, especialmente nos contextos de vulnerabilidade urbana e discriminação. Estamos de portas abertas para receber denúncias e agir prontamente contra qualquer forma de intolerância. Proteger os direitos indígenas é, acima de tudo, proteger a diversidade que sustenta a democracia e a história do nosso território.”
O NED atua em conjunto com o NDH do MPDFT, recebendo demandas relacionadas a violações de direitos territoriais, culturais e individuais de indígenas, especialmente nos contextos urbano e de migração forçada. Entre as ações estão o enfrentamento à discriminação e fiscalização das políticas públicas do Governo do Distrito Federal. Além de promover e acompanhar ações penais relacionadas aos crimes decorrentes de discriminação ou preconceito étnico-racial.
Presença ancestral no Planalto Central

Diversidade étnica e valorização da cultura
Segundo o Censo Demográfico de 2022 do IBGE, o Distrito Federal possui 5.811 pessoas autodeclaradas indígenas, o que representa 0,21% da população total. O território abriga 167 etnias indígenas, com destaque para os povos Guajajara, Warao, Pataxó, Tupinambá, Fulni-ô e Xavante. Além disso, 60 línguas indígenas são faladas no DF, evidenciando a riqueza cultural desses povos. A maioria dos indígenas do DF vive em área urbana (97%). A pirâmide etária indica uma população mais envelhecida, com idade mediana de 38 anos e índice de envelhecimento de 123,49 idosos para cada 100 crianças.
Com o objetivo de evidenciar a diversidade e a riqueza da cultura indígena de forma dinâmica e viva, o Distrito Federal promove iniciativas que valorizam a participação de representantes indígenas de diferentes regiões do país. Nesse contexto, destaca-se o Memorial dos Povos Indígenas, localizado em frente ao Memorial JK. O espaço reúne um acervo significativo de obras e peças indígenas, além de oferecer oficinas, contação de histórias e seminários voltados à valorização dessas culturas. O DF também abriga a Terra Indígena Santuário Sagrado dos Pajés, espaço dedicado à preservação do cerrado e reconhecido como território de resistência, arte e educação indígena. O local promove atividades abertas ao público, como oficinas e feiras expositivas, previamente divulgadas.
Canais de denúncia
Violações de direitos humanos contra povos indígenas, como discriminação, ameaças a territórios, impedimento de manifestações culturais ou agressões físicas podem ser denunciadas pelos seguintes canais:
- Disque Direitos Humanos – Disque 100: canal nacional gratuito, disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço recebe denúncias de violações contra populações vulneráveis, incluindo indígenas, e encaminha aos órgãos competentes.
- Ouvidoria do MPDFT: pelo telefone 127 ou 0800 644 9500 (ligações gratuitas), de segunda a sexta, das 12h às 18h; ou presencialmente na Sede do MPDFT (Eixo Monumental, Praça do Buriti, lote 2, sala 139).
- Promotorias de Justiça: qualquer unidade do MPDFT pode receber demandas e orientar sobre os procedimentos cabíveis.
- Delegacias Regionais/ Especializadas ou 197 da Polícia Civil do DF
*Fontes: As informações históricas e demográficas sobre a presença ancestral e a situação atual dos povos indígenas no Distrito Federal integram as publicações "Arqueologia e os primeiros habitantes no Distrito Federal", organizada por Margareth de Lourdes Souza (Iphan-DF, 2019); "População indígena: um primeiro olhar sobre o fenômeno do índio urbano na Área Metropolitana de Brasília" (Codeplan, 2015); e o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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