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Foi sinalizada a criação de um grupo de trabalho interfederativo para direcionamento de pacientes nos hospitais na RIDE Sul. Encontro ocorreu em 19 de julho, na Promotoria de Santa Maria

A Promotoria de Justiça Regional de Defesa dos Direitos Difusos (Proreg) se reuniu com representantes de órgãos públicos e sociedade civil do Distrito Federal e do Entorno para debater estratégias capazes de criar um fluxo de atendimento em saúde na Região Integrada do Entorno (RIDE) Sul. O encontro ocorreu na sede da Promotoria de Santa Maria, na última sexta-feira, 19 de julho, a pedido do Conselho Regional de Saúde de Santa Maria (CRSSM).

Durante a reunião, foi expressada a necessidade de se criar um grupo de trabalho, com representantes dos atores envolvidos, para mapear os desafios e estabelecer um fluxo que gerencie os encaminhamentos de pacientes entre os equipamentos de saúde do Distrito Federal e do Entorno. A partir da pactuação desse fluxo, o desejo é que esse direcionamento passe a ocorrer por meio de solução tecnológica que mostre a unidade mais indicada para receber o paciente. “Todas as unidades operam com o Datasus, por exemplo, então é possível construir uma solução de TI para facilitar esses processos”, estima o promotor de justiça Bernardo Matos.

Matos destaca a importância da regulação integrada em saúde entre Distrito Federal e entorno. “Não é uma opção promover esse diálogo, é uma obrigação. É preciso agir”, afirma. “Hoje, a organização da demanda de regulação é feita basicamente pelo WhatsApp, e-mail ou emergência direcionada, que é quando o paciente dá entrada em alguma unidade do entorno e é orientado verbalmente a procurar atendimento em hospital do DF”, explica.

O promotor citou como exemplo o impacto que essa ausência de regulação tem causado no Hospital de Santa Maria, região administrativa do DF. “Em época de sazonalidade respiratória, foi identificado que cerca de 70% dos internados eram do entorno, o que não é, em si, um problema, uma vez que o SUS é universal, deve atender a todos, independentemente do local de residência, mas esse fluxo precisa ser organizado, para melhor atender ao cidadão”, pontua Matos. Para aqueles presentes na reunião, o ponto mais urgente a ser trabalhado pelo grupo é a reestruturação da regulação da emergência pediátrica e obstetrícia.

A ideia é que o grupo seja composto por representantes do Complexo Regulador das secretarias de saúde do Distrito Federal e de Goiás, da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab) e das Secretarias Municipais de Saúde, além do MPDFT e do MPGO.

Além do MPDFT, a reunião contou com membros da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), das secretarias e conselhos de saúde das regiões do entorno, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), da Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (Amab) e do MP de Goiás.

 

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