Willian Lopes recebeu pena de 38 anos e 8 meses de reclusão por esfaquear mulher após uma discussão
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve, nesta quinta-feira, 17 de setembro, a condenação de Willian Lopes pelo feminicídio de Camila Pereira Lopes, com quem mantinha um relacionamento amoroso. A pena foi de 38 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.
De acordo com a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri do Paranoá, o crime se deu mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (Willian surpreendeu Camila enquanto ela conversava com uma amiga); e por razões da condição de sexo feminino no contexto de violência doméstica.
Esse foi o primeiro júri de feminicídio consumado a partir do novo crime de feminicídio previsto no Código Penal julgado no Tribunal do Júri do Paranoá/Itapoã. Para o promotor de justiça Daniel Bernoulli, responsável pelo caso, “foi o julgamento de um crime grave e de repercussão em que a sociedade do Paranoá e Itapoã mostrou, mais uma vez, absoluta intolerância a esse tipo de conduta em relação à vida de uma mulher”. “A pena também foi definida em patamar elevado e, agora, com as novas regras, o condenado precisará cumprir, pelo menos, 75% dela para obter algum tipo de progressão”, acrescentou.
Entenda o caso
O crime ocorreu em 13 de agosto de 2025, por volta das 19h, no Itapoã. Willian e Camila tinham um relacionamento conturbado e haviam discutido pela manhã porque ela queria o término da relação. À noite, ao encontrá-la conversando com uma amiga, o homem se aproximou e a esfaqueou várias vezes. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Em seguida, ele fugiu e tentou se esconder dentro de uma igreja, mas foi preso no estabelecimento.
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