Encontro tratou sobre acolhimento, registro e encaminhamento de casos de violência sexual

A ação reuniu gestores, orientadores educacionais, educadores e profissionais das equipes de apoio das escolas públicas e creches conveniadas de Brazlândia, com foco no acolhimento, registro e encaminhamento adequado de situações de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Durante a abertura do evento, o promotor de justiça Bruno Carvalho Amaral, da 6ª Promotoria de Justiça de Crimes contra a Criança e o Adolescente, reforçou que a iniciativa fortalece a atuação conjunta da rede de proteção. “A união de esforços com os educadores garante que o fluxo de atendimento seja ágil, humanizado e eficaz, evitando a revitimização e garantindo a proteção dos vulneráveis”, destacou.
O encontro abordou temas como revelação espontânea, sigilo, prevenção da revitimização, acolhimento, responsabilidades dos profissionais da educação, preenchimento do Relatório de Revelação e utilização do fluxo de atendimento pactuado em Brazlândia. A equipe do Centro Integrado 18 de Maio falou sobre formas de acolhimento, abordagem e escuta especializada de crianças vítimas de violência sexual por educadores e orientadores das escolas públicas.

A promotora de justiça Kamilla Campos Allão, da Promotoria Henry Borel, comentou sobre as normas vigentes e a importância de o fluxo ser aplicado pelos profissionais da educação. “A participação do MPDFT concretiza o papel da instituição como integrante e articuladora da rede de proteção, contribuindo para que os profissionais das escolas estejam preparados para acolher, comunicar e acionar os demais órgãos do sistema de garantia de direitos”, afirmou.
Para a assessora da Coordenação Regional de Ensino de Brazlândia, Silvia Roberto Maruno, a escola ocupa posição estratégica nesse processo. “A escola costuma ser o ambiente seguro onde os estudantes encontram confiança para se abrir e pedir ajuda, tornando o educador um agente de mudança fundamental na vida de nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Depois da parte teórica, os participantes realizaram oficinas com estudos de casos, nas quais puderam aplicar o relatório de revelação apresentado. Ao final, os casos foram discutidos e as dúvidas esclarecidas. A proposta é que os participantes atuem como multiplicadores do conteúdo em suas unidades escolares, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo a atuação em rede em Brazlândia.
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