Mensagens da campanha estão sendo divulgadas nas estações do Metrô. Objetivo é informar sobre direitos e fortalecer a participação feminina na política distrital

Desde fevereiro, quando começou a ser veiculada no site e nas redes sociais do MPDFT, a campanha já alcançou mais de 51 mil pessoas. Os conteúdos abordam desde a história do voto feminino até ameaças contemporâneas, como fraudes (candidaturas fictícias) e o uso de deepfakes nas eleições. Também mostram os direitos das mulheres que pretendem ingressar na política, esclarecem penalidades para crimes eleitorais de gênero e formas de denunciar.
A iniciativa é promovida pela Ouvidoria das Mulheres, pelo pelo Núcleo de Gênero (NG) e pelas Promotorias de Justiça Eleitorais. São realizadas ações de prevenção, orientação e acolhimento com o objetivo de garantir que mulheres possam participar das eleições de forma segura, livre e em igualdade de oportunidades.
Segundo a ouvidora das mulheres do MPDFT, promotora de justiça Mariana Nunes, levar o projeto para o Metrô amplia o alcance da campanha e ajuda a informar a população sobre um tema que ainda precisa de muita visibilidade. “Queremos que as mulheres conheçam seus direitos, saibam identificar situações de violência política de gênero e tenham segurança para participar da vida política. A participação feminina é fundamental para uma democracia mais representativa, e ela deve ocorrer de forma livre, segura e em igualdade de condições”, disse.
Iniciativas
Em 17 de agosto, o MPDFT lançou o folder “Lugar de mulher é na política – Juntos por eleições seguras!”, durante a terceira edição do Fórum de Integração Todas Elas. Produzido pelo NG, pelas Coordenadorias de Justiça Eleitoral e pela Ouvidoria das Mulheres do MPDFT, o material explica o que caracteriza a violência política de gênero, apresenta dados sobre a participação feminina na política e orienta vítimas e testemunhas sobre como denunciar.
Em junho, o projeto foi tema do videocast “MP que a gente conta”, que discutiu os desafios da participação feminina na política. A promotora de justiça Isabella Chaves, coordenadora das Promotorias Eleitorais do MPDFT, e a procuradora regional da República Raquel Branquinho, coordenadora do grupo de trabalho de prevenção e combate à violência de gênero do Ministério Público Eleitoral, abordaram temas como violência política de gênero, políticas afirmativas, fraude às cotas de gênero por meio de candidaturas fictícias e os mecanismos de proteção previstos na legislação.
Em maio, o MPDFT alertou a população para a circulação de mensagens falsas sobre a regularização do título de eleitor. Os conteúdos, disseminados principalmente por aplicativos de mensagens e redes sociais, utilizam indevidamente nomes e logomarcas de órgãos públicos para induzir eleitoras e eleitores ao erro.
Acesse o hotsite do projeto “Lugar de mulher é na política” e confira todas as ações da iniciativa.
Denuncie
Qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação pode denunciar, não só a vítima. Para preservar as provas, a orientação é guardar prints de mensagens e comentários, links de perfis e publicações e nomes de possíveis testemunhas. Mensagens ofensivas não devem ser apagadas antes do registro da denúncia.
No MPDFT, as denúncias podem ser feitas na Ouvidoria das Mulheres, que oferece atendimento virtual, presencial e por telefone. O atendimento presencial, com escuta qualificada, é realizado na sede do MPDFT, no Eixo Monumental, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.
Canais de atendimento:
Site: www.mpdft.mp.br/ouvidoria
Telefone: 127 ou 0800 644 9500 (ligação gratuita)
Whatsapp: (61) 99847-7592, para esclarecimentos de dúvidas pontuais
E-mail:
Atendimento presencial: Eixo Monumental, Praça do Buriti, lote 2, sala 139, sede do MPDFT, Brasília-DF, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.
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