Durante o evento, que ocorreu nesta segunda-feira, 6 de julho, foram apresentados as iniciativas realizadas pela PMDF e a importância da atuação conjunta

Representando o MPDFT estiveram presentes os promotores de justiça Jediael Ferreira e Pedro Luna, da Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar de Recanto das Emas; a coordenadora do Núcleo de Gênero, promotora de justiça Adalgiza Aguiar; e a a coordenadora do Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav), promotora de justiça Thais Tarquinio.
Para Adalgiza Aguiar, “iniciativas como o Copom Mulher demonstram que a atuação articulada da rede de proteção é fundamental para prevenir a escalada da violência e assegurar às mulheres proteção integral desde os primeiros sinais de risco”.
A promotora de justiça Jediael Ferreira ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige uma atuação articulada e permanente entre as instituições. “O Copom Mulher representa um avanço importante ao aproximar acolhimento e resposta estatal desde o primeiro pedido de ajuda. O MPDFT tem orgulho de integrar essa rede de proteção, porque é na atuação coordenada que transformamos competências institucionais em proteção efetiva e ampliamos o acesso das mulheres à justiça e aos seus direitos”, avaliou.
Lançado em maio de 2024 pela PMDF, o Copom Mulher oferece um atendimento especializado e humanizado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar que acionam o 190. A iniciativa busca enfrentar um problema muito comum nos casos de violência doméstica em que mulheres chamam a polícia para cessar uma agressão, mas desistem de formalizar a denúncia por medo, dependência econômica, vergonha ou pressão familiar. O programa tenta romper esse ciclo oferecendo apoio logo após o pedido de socorro, quando a vítima ainda está em contato com a polícia.
Diante disso, foi destacado que o Copom Mulher avançou nas ações de sensibilização para os casos de mulheres que não querem fazer o registro de ocorrências. Mesmo nas situações de violência que não geram um boletim de ocorrência, ficam registrados no Central de Atendimento e Despacho (CAD) e podem ser consultados, além das vítimas receberem acompanhamento. A ideia surgiu depois de pesquisas que revelaram que cerca de 70% das vítimas de feminicídio nunca fizeram registro formal de ocorrências.
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