Encontro realizado em parceria com o Projeto RE.tomar orientou mulheres sobre direitos, acolhimento e canais de denúncia

Durante o encontro, foram apresentados os principais canais de denúncia e atendimento às vítimas, como os telefones 180 e 190, o registro de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a Ouvidoria das Mulheres e o Nuav, que atua no atendimento a sobreviventes de tentativas de feminicídio e familiares de vítimas de crimes com resultado morte.
A programação também abriu espaço para que as participantes compartilhassem experiências e esclarecessem dúvidas. Ao final, foram distribuídos folders e cartilhas informativas produzidos pelo MPDFT, incluindo materiais do Nuav, da Ouvidoria das Mulheres e do Núcleo de Gênero.
Para a promotora de justiça Thaís Tarquinio, coordenadora do Nuav, a aproximação entre as instituições e a comunidade é fundamental para fortalecer a proteção às vítimas e contribuir para a prevenção da violência. “A atenção integral às vítimas reduz a reincidência da violência, evita novos casos e fortalece a efetividade das políticas públicas. Quando a mulher recebe apoio jurídico, psicológico e social, aumentam as chances de rompimento do ciclo de violência e de reconstrução de sua autonomia”, destacou.
Rede de apoio contra a violência
A promotora citou o caso de uma mulher atendida pelo Nuav. Após anos em situação de violência doméstica, sem nunca ter trabalhado e nem estudado, ela conseguiu acessar serviços de acolhimento e proteção por meio da atuação integrada do Núcleo, com a rede pública e entidades sem fins lucrativos parceiras.
O Projeto RE.tomar, da Movece conseguiu promover o transporte da mulher até a Secretaria de Segurança Pública para receber o dispositivo de segurança viva-flor. Ela também passou a contar com psicoterapia semanal e conseguiu a medida protetiva de urgência.
“São diversos os casos que demonstram que a falta de atenção às vítimas pode levar à desistência do processo de rompimento do ciclo da violência. Isso significa mais registros de ocorrência, mais processos judiciais e maior demanda de recursos humanos, financeiros e institucionais. O principal prejuízo, porém, é a permanência da mulher e de seus filhos em um ambiente violento”, concluiu Thaís Tarquinio.
Em maio de 2026, o MPDFT firmou acordo de cooperação com a Movece, por meio do Projeto RE.tomar, para fortalecer o atendimento a vítimas diretas e indiretas de crimes e atos infracionais. A parceria prevê acolhimento humanizado, orientação multidisciplinar, apoio psicossocial e jurídico, além de ações conjuntas de conscientização e encaminhamento à rede de proteção, com foco na promoção da dignidade, da autonomia e do acesso à justiça.
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