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MPDFT

Formação reuniu cerca de 200 policiais e bombeiros militares que atuam na gestão escolar e destacou o papel estratégico da escola na proteção de estudantes

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) promoveram, na última quarta-feira, 27 de maio, uma formação sobre desaparecimento de crianças e adolescentes voltada aos gestores disciplinares das Escolas de Gestão Compartilhada (EGCs). A atividade reuniu cerca de 200 militares, entre policiais e bombeiros, responsáveis pela gestão disciplinar das unidades de ensino.

A capacitação integra as ações da campanha "Reencontrar – Quem ama, não espera. Avisar rápido salva", iniciativa voltada à conscientização sobre prevenção e resposta rápida em casos de desaparecimento infantil. Ministrada pela promotora de justiça e gestora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid) do MPDFT, Polyanna Silvares, a iniciativa teve como objetivo ampliar o conhecimento dos participantes sobre o fenômeno do desaparecimento de crianças e adolescentes, fortalecer a identificação precoce de vulnerabilidades e aprimorar a atuação preventiva no ambiente escolar.

Durante a formação, foram discutidos fatores familiares, emocionais, sociais, escolares e digitais que podem estar relacionados ao desaparecimento de crianças e adolescentes. Entre os principais sinais de alerta apresentados estão mudanças bruscas de comportamento, isolamento, evasão escolar, bullying, sofrimento psíquico, automutilação, contato com desconhecidos pela internet e medo de retornar para casa.

A promotora destacou que o desaparecimento deve ser compreendido como um fenômeno social complexo e multidimensional, que não se restringe a questões familiares ou policiais. Segundo ela, a atuação preventiva depende da capacidade de identificar vulnerabilidades antes que a situação se agrave, fortalecendo vínculos, promovendo a escuta ativa e articulando a rede de proteção.

“Reencontrar é um convite à responsabilidade compartilhada. A proteção de crianças e adolescentes depende da atuação conjunta das famílias, das escolas e das instituições públicas. Quanto mais informada estiver a rede de proteção, maiores são as chances de prevenir desaparecimentos e garantir reencontros seguros”, ressaltou a promotora.

Também foram apresentadas orientações sobre o fluxo de resposta em casos de desaparecimento. A capacitação reforçou que não existe prazo mínimo para o registro da ocorrência e que a comunicação às autoridades deve ser imediata, uma vez que a rapidez da mobilização aumenta significativamente as chances de localização.

Os participantes conheceram ainda o funcionamento do Plid, ferramenta do MPDFT que integra informações de diferentes órgãos para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, e do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid), que amplia as buscas para todo o território nacional.

Ao encerrar a ação, a promotora destacou que os profissionais da educação ocupam posição estratégica na rede de proteção de crianças e adolescentes. “O desaparecimento de uma criança ou adolescente nunca é apenas um evento policial. É uma ruptura humana profunda. E as escolas podem ser o lugar onde essa ruptura começa a ser evitada”, enfatizou Silvares.

Campanha Reencontrar

Lançada pelo MPDFT e pela SSP-DF em alusão ao Dia Internacional das Crianças Desaparecidas e ao Dia Distrital da Criança Desaparecida, celebrados em 25 de maio, a campanha "Reencontrar – Quem ama, não espera. Avisar rápido salva" busca conscientizar crianças, adolescentes, famílias e profissionais da educação sobre a prevenção ao desaparecimento e a importância da adoção de medidas imediatas diante de uma ocorrência. A iniciativa prevê a realização de palestras, distribuição de materiais educativos e ações de mobilização em unidades escolares do Distrito Federal, especialmente em regiões com maior incidência de registros de desaparecimento infantil.

Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos

O Plid teve origem no Ministério Público do Rio de Janeiro, que criou o Sinalid. Por meio de acordo de cooperação técnica com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), foram criados os Plid nos Ministérios Públicos, inclusive no DF. O programa permite a consolidação de dados de diferentes instituições e o cruzamento de informações para apoiar a localização de pessoas desaparecidas e a identificação de pessoas sem registro civil ou documentos.

A base de dados do Plid é alimentada com informações de boletins de ocorrência, cadastros socioassistenciais, registros hospitalares e outros sistemas públicos. Essa integração facilita a identificação de vínculos entre pessoas desaparecidas e pessoas encontradas em situação de vulnerabilidade – como em hospitais, abrigos ou nas ruas.

Clique aqui para saber mais sobre o Plid.

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Reencontrar: MPDFT lança campanha em escolas sobre desaparecimento de crianças

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