Evento reuniu famílias atendidas pelo Projeto Amparar em momento de reflexã, acolhimento e conscientização sobre os impactos da violência no trânsito

O evento, realizado no auditório do Detran-DF, na 913 Sul, integrou a programação oficial da campanha Maio Amarelo 2026 no Distrito Federal, que neste ano traz o tema “No trânsito, enxergar o outro salva vidas”. A ação reuniu o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Antônio de Souza Bellini, demais diretores do órgão, representantes de instituições públicas e famílias atingidas pela violência no trânsito, assistidas pelo Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav).
Instituído pela Lei nº 15.389/2026, o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Trânsito é celebrado em 7 de maio e busca ampliar a conscientização social sobre os impactos dos sinistros viários, que deixam marcas permanentes em milhares de famílias brasileiras. Em alusão à data, o encontro promoveu momentos de escuta, acolhimento e reconhecimento da dor das famílias, reforçando a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, responsabilização e proteção às vítimas.
Durante a cerimônia, famílias acompanhadas pelo Projeto Amparar, do MPDFT, participaram da homenagem em memória de seus entes queridos. A ação buscou dar visibilidade às vítimas e sobreviventes da violência no trânsito, além de destacar a importância do acolhimento institucional.
Na ocasião, a promotora de justiça Jaqueline Gontijo, coordenadora do Nuav, ressaltou a importância da data como instrumento de conscientização e transformação social. “Este é um dia necessário para humanizar os números. Cada estatística representa uma vida interrompida, uma família marcada pela dor e pessoas que precisam ser lembradas e acolhidas”, ponderou.

“Por isso, esta data também é um momento para que cada instituição, cada condutor e cada pedestre reafirmem o compromisso coletivo com um trânsito seguro, humano e responsável”, afirmou.
O Núcleo também destacou a importância de iniciativas voltadas à conscientização social sobre os impactos humanos, emocionais e familiares decorrentes dos sinistros de trânsito, incentivando a construção de uma cultura de paz, responsabilidade e cuidado coletivo.
A programação contou ainda com palestras e reflexões conduzidas pelo pastor Eduardo, capelão da Igreja do Nazareno Asa Sul, que abordou o tema “Dor e Sofrimento”. Também participou do encontro o servidor do Detran-DF Mário Fernando de Freitas, autor do livro “Vidas interrompidas: famílias enlutadas decorrentes de sinistros de trânsito”.
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A dor de quem fica: o acolhimento do Amparar às vítimas do trânsito e seus familiares
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