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MPDFT

Programa debate formas de prevenção, acolhimento às vítimas e construção de ambientes de trabalho mais saudáveis

pod combate assedio noticiaO videocast “O MP que a gente conta” traz como tema deste mês o enfrentamento ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. Nesta edição, a ouvidora das Mulheres do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), promotora de justiça Mariana Nunes e a promotora de justiça aposentada, palestrante e consultora em Ouvidoria e Combate ao Assédio Rose Meire Cyrillo discutem como identificar situações de violência no ambiente laboral, acolher vítimas e promover relações profissionais mais respeitosas e saudáveis.

Durante o programa, as convidadas explicam o que caracteriza o assédio moral e o assédio sexual, destacando que práticas abusivas podem ocorrer de diferentes formas, inclusive sem contato físico. Elas também alertam para os impactos dessas condutas na saúde física e mental das vítimas, além dos prejuízos para equipes e instituições.

Segundo Mariana Nunes, o assédio moral pode ocorrer por meio de cobranças excessivas, discriminação, isolamento e difamação, atingindo especialmente grupos mais vulneráveis. “É importante divulgar o tema e conscientizar as pessoas para que consigam identificar situações abusivas e construir ambientes de trabalho mais íntegros e saudáveis”, ressalta.

Rose Meire Cyrillo destaca que o assédio sexual não se limita ao contato físico e pode ocorrer por mensagens, vídeos, palavras ou gestos de cunho sexual que gerem constrangimento, intimidação ou chantagem. “O limite é o consentimento. O silêncio nem sempre significa consentimento. Muitas vezes ele representa medo ou pânico diante daquela situação”, explica.

O episódio também aborda os principais sinais de adoecimento causados pelo assédio, como isolamento, ansiedade, depressão, alterações no sono e queda de produtividade. As especialistas reforçam a importância de observar mudanças de comportamento e oferecer acolhimento às vítimas.

Denúncia e acolhimento

As entrevistadas explicam ainda como vítimas e testemunhas podem denunciar situações de assédio e destacam a importância da preservação de provas, como mensagens, e-mails e registros de conversas. O programa apresenta também a rede de acolhimento do MPDFT, prevista na Portaria Normativa nº 1.159/2025, que instituiu a política de enfrentamento aos assédios na instituição.

Entre os canais de apoio estão a Ouvidoria, o Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAV), a Secretaria de Assistência à Saúde (SAS), a Comissão de Gênero, Raça e Diversidade e outros setores responsáveis pelo acolhimento psicossocial e orientação das vítimas.

Boas práticas

No videocast, Rose Meire Cyrillo também apresenta boas práticas que podem ser adotadas por instituições e empresas para prevenir situações de assédio, como capacitação contínua de lideranças, fortalecimento da cultura organizacional, criação de espaços seguros de escuta e políticas de proteção às vítimas e testemunhas.

Ao final do episódio, as participantes reforçam a importância do conhecimento, do diálogo e da construção coletiva de ambientes laborais pautados pelo respeito, pela dignidade humana e pela valorização das pessoas.

Acompanhe todos os episódios do videocast “O MP que a gente conta” no Spotify e no canal do MPDFT no YouTube!

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