Seu navegador nao suporta javascript, mas isso nao afetara sua navegacao nesta pagina MPDFT - Revista Urbanidade: 6ª edição debate impactos e desafios entre o PDTU e o PDOT

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Publicação foi lançada durante o evento Maio Amarelo UnB 2026 e traz entrevistas, artigos de especialistas, além de análises sobre transporte coletivo e mobilidade ativa

A Revista Urbanidade chega à 6ª edição. O lançamento oficial ocorreu nesta quarta-feira, 20 de maio, durante o evento Maio Amarelo UnB 2026 na área externa do Restaurante Comunitário (RU). A publicação traz como tema central a revisão do Plano Diretor de Transportes Urbanos e Mobilidade (PDTU) e o debate sobre sua integração com o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e o futuro da mobilidade no Distrito Federal.

O promotor de justiça Dênio Augusto Moura, coordenador da Rede Urbanidade, falou sobre o lançamento da 6ª edição da Revista Urbanidade. O conteúdo traz a revisão do PDTU e a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) como uma oportunidade histórica para tornar o transporte coletivo e a mobilidade ativa protagonistas de uma nova lógica de cidade, mais inclusiva e preocupada com o futuro ecologicamente equilibrado.

O editorial convida o leitor a repensar as escolhas que moldam as cidades e reconhecer a urgência de uma mudança de paradigma: colocar as pessoas, e não os automóveis, no centro do planejamento urbano. “A mobilidade urbana é mais do que deslocamento: é a chave de acesso a inúmeros direitos fundamentais. Sem mobilidade segura e confiável, todos os demais direitos ficam comprometidos”, considera Dênio Augusto Moura.

Além disso, o promotor enfatizou que a participação, pelo quarto ano consecutivo, no evento Maio Amarelo UnB, é uma oportunidade para mostrar um pouco do trabalho do Ministério Público, da Rede, e também fazer contato com outras entidades presentes, como o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Departamento de Trânsito do DF(Detran), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Planejamento, participação e mobilidade sustentável

Entre os destaques da edição está o artigo de Luana Helena de Oliveira, chefe do Departamento de Planejamento na Diretoria de Planejamento e Projetos da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), e Marcos Thadeu Queiroz, professor associado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU/UnB). Os especialistas analisam a coerência entre o PDOT e o PDTU, discutindo lacunas e possibilidades de integração entre os dois instrumentos.

O então presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, assina artigo em que defende a mobilidade urbana sustentável como um direito e como solução para os desafios sociais e ambientais do Distrito Federal. Ele ressalta a importância de investimentos em transporte público eficiente e respeitoso com os usuários. Considera, ainda, a necessidade de pensar na mobilidade urbana como uma política de inclusão, justiça e sustentabilidade.  

Na seção “Acontece na nossa cidade”, a arquiteta e urbanista Maria do Carmo de Lima Bezerra, professora da FAU/UnB, reflete sobre a revisão do PDTU e as relações entre transportes e uso do solo. A urbanista defende que, além da participação popular, cabe às equipes responsáveis pelas revisões explicar as relações entre a forma de ocupar a cidade e os problemas vivenciados pelas pessoas. 

Outro destaque é a “Conversa com o especialista”. Iuri Moura, gerente de Desenvolvimento Urbano do Instituto de Políticas de Transportes & Desenvolvimento, faz uma análise sobre a importância da participação social no processo de elaboração do PDTU, trazendo exemplos de boas práticas nacionais capazes de inspirar o Distrito Federal, como a experiência do Plano Diretor de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte, aprovado em 2013.

Nesta edição, a “Rede Urbanidade entrevista” conversou com a equipe do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC), responsável pela atualização do PDTU do DF. Foram detalhados os desafios do processo, a importância da integração metropolitana, da participação social e os mecanismos de fiscalização previstos.

A seção “Visão da Rede Urbanidade”, assinada por Michelle Andrade, professora do programa de pós-graduação em Transportes da UnB, destaca elementos fundamentais que precisam ser incorporados ao novo PDTU: construção de um transporte mais inclusivo, eficiente e sustentável, priorização à mobilidade ativa, estratégias para redução de viagens motorizadas individuais e garantia do direito à mobilidade para todos, com especial atenção às pessoas com deficiência.

Rede Urbanidade

A Rede de Promoção da Mobilidade Sustentável e do Transporte Coletivo (Rede Urbanidade) foi criada em 2019 pela Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), em parceria com pesquisadores, associações e entidades da sociedade civil. O objetivo é assegurar a participação efetiva da sociedade na elaboração, implementação e fiscalização das políticas de mobilidade urbana. O grupo também busca ser um espaço democrático de articulação, discussão e proposição de soluções para os desafios dessa área, sob a perspectiva do desenvolvimento sustentável.

A Revista Urbanidade é uma publicação da Rede Urbanidade, iniciativa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em parceria com a sociedade civil organizada. Disponível em versão impressa e digital, a revista promove o debate sobre mobilidade sustentável, qualidade de vida e justiça socioambiental nas cidades.

A 6ª edição pode ser acessada gratuitamente no portal do MPDFT, na página da Revista Urbanidade. Para acessar as edições anteriores, clique aqui

Maio Amarelo 

O evento na Universidade de Brasília é uma iniciativa organizada pelo Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes (Ceftru) e o Programa de Pós-Graduação em Transportes (PPGT), por intermédio do Observatório da Mobilidade Segura, Saudável e Sustentável (Mob3S) da UnB.

O Maio Amarelo é uma campanha internacional que visa conscientizar a sociedade sobre a importância da segurança no trânsito, visando à redução de acidentes e à preservação de vidas. A cor amarela simboliza advertência e atenção, enquanto o mês de maio corresponde ao período em que a ONU decretou a Década de Ações para Segurança no Trânsito.  

Desde 2016 o campus Darcy Ribeiro recebe ações do Maio Amarelo. Este ano, o tema da campanha foi "No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas", voltado para a empatia e proteção dos usuários mais vulneráveis, como motociclistas e pedestres.

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