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Condenados foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), no âmbito da operação Fim de Jogo.

arteilustracaojogosO Ministério Público do Distrito Federal e Territórios conseguiu a condenação de quatro réus por integrarem organização criminosa voltada à manipulação de resultados de partidas do Campeonato Candango de Futebol.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPDFT denunciou o esquema em novembro de 2024, após investigações decorrentes da operação Fim de Jogo. Para o MPDFT, a organização criminosa atuava de forma estruturada para fraudar partidas do campeonato, por meio de acordos prévios e da atuação combinada de jogadores em campo, de modo a obter vantagens financeiras no mercado de apostas esportivas.

As diligências foram realizadas integralmente no âmbito do GAECO, por meio de Procedimento Investigatório Criminal (PIC), instrumento administrativo e investigativo instaurado e presidido pelo Ministério Público para apurar infrações penais e servir de base para a ação penal.

Na denúncia, o GAECO apontou padrões anômalos de apostas, comunicações financeiras suspeitas e análises detalhadas dos lances das partidas, que evidenciaram condutas esportivas consideradas fraudulentas.

O GAECO já havia deflagrado, em novembro de 2024, outra operação, a Operação Spot-fixing, que apurou possível manipulação do mercado de cartões em partida de futebol pelo Campeonato Brasileiro da Série A.

As ações fazem parte de um esforço coordenado para preservar a integridade do esporte, punindo crimes de corrupção esportiva e fraude em competições, conforme previsto na legislação vigente.

Condenação

Na sentença, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) reconheceu que o grupo atuou de forma deliberada, com divisão de tarefas e o envolvimento da gestão do departamento de futebol do Sociedade Esportiva Santa Maria, além da atuação direta de jogadores em campo para influenciar o resultado de partidas. Para o TJDFT, a organização criminosa se valeu da fragilidade financeira do clube esportivo para criar um ambiente propício à prática das fraudes.

O líder do esquema, William Pereira Rogatto, recebeu a pena de 13 anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida em regime fechado, além de multa.

Amauri Pereira dos Santos, que era braço direto de Rogatto, foi condenado a 11 anos e dez meses de reclusão, também em regime fechado, além de multa. Já Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama da Silva, que atuaram como jogadores, tiveram as penas fixadas em sete anos de reclusão cada um, além de multa.

Na decisão, a Justiça destacou que a manipulação dos resultados comprometeu a integridade das competições esportivas e afetou a confiança do público no campeonato.

Créditos da arte: MPCE.

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