Encontro realizado no sábado, 28 de março, seria o último, mas a sociedade terá mais tempo para analisar a minuta e oferecer contribuições

A Recomendação nº 4/2026, expedida pela 1ª Prourb, fundamenta-se na necessidade de assegurar a participação social efetiva e o acesso à informação em todas as etapas de elaboração do novo plano. O Ministério Público interveio após constatar que a audiência de sábado havia sido anunciada como o último evento público antes do envio do projeto de lei à Câmara Legislativa, o que contrariava o cronograma anteriormente pactuado com a Comissão de Gestão Participativa e Democrática (CGPD).
Segundo a Prourb, a minuta do projeto de lei ainda não incorporava diversas contribuições da sociedade e o relatório técnico final não havia sido disponibilizado para consulta prévia. “A população tem o direito constitucional de participar da elaboração e da fiscalização da política de mobilidade, bem como de exigir que o deslocamento das pessoas na cidade não continue sendo uma fonte de segregação social e de degradação do meio ambiente", afirmou o promotor de justiça Dênio Augusto de Oliveira Moura.
A recomendação destaca que o direito ao transporte é uma garantia fundamental e que a gestão democrática da política urbana, conforme previsto no Estatuto da Cidade e na Política Nacional de Mobilidade Urbana, exige transparência e oportunidades reais de intervenção popular. Para a Prourb, a participação da comunidade não pode ser meramente simbólica. Ela deve ser subsidiada pela divulgação clara dos fundamentos técnicos, econômicos e socioambientais que embasam as propostas do governo.
Veja aqui a recomendação na íntegra.
Secretaria de Comunicação
(61) 3343-9601 / 3343-9220 / 99303-6173
facebook.com/mpdftoficial
twitter.com/mpdft
youtube.com/mpdftoficial
instagram.com/mpdftoficial
