Crime cometido contra idosa de 94 anos teve todas as qualificadoras reconhecidas pelo júri
A Promotoria de Justiça do Tribunal de Júri de Águas Claras obteve a condenação, nesta quinta-feira, 19 de março, do ex-médico Lauro Estevão Vaz Curvo pelo assassinato da mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos, vítima de um incêndio em maio de 2024. A pena foi fixada em 45 anos de reclusão, em regime inicial fechado.
O homem também foi condenado pelo crime conexo de fraude processual por alterar a cena do crime com o objetivo de dificultar as investigações. Por esse delito, a pena foi de 1 ano, 1 mês e 14 dias de detenção.
Os jurados acolheram todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT): morte foi provocada por asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima, pois o ato foi cometido contra uma pessoa com limitações físicas; feminicídio; motivo torpe, o homem não aceitou a perda da curatela e do acesso aos rendimentos da mãe; e crime contra pessoa maior de 60 anos e com vulnerabilidade física.
Além da pena de reclusão, a sentença determinou a perda do cargo público na Secretaria de Saúde do Distrito Federal e a cassação do registro no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).
O crime ocorreu em 31 de maio de 2024, em um apartamento em Águas Claras. A vítima, uma idosa de 94 anos e acamada, foi atingida por um incêndio dentro do quarto. A investigação apontou que o fogo teve início na cama em que ela estava. Laudos periciais indicaram que as chamas foram provocadas de forma intencional.
Processo: 0714221-75.2024.8.07.0020
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