Seu navegador nao suporta javascript, mas isso nao afetara sua navegacao nesta pagina MPDFT - Andanças: projeto visita escolas da rede pública de Ceilândia

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O ônibus com exposição itinerante está no Centro de Ensino Fundamental 31 até o dia 27. O projeto também vai participar da comemoração do aniversário da cidade nos dias 27 e 28 de março

Você conhece a história da sua cidade? Está curioso sobre sua cultura, gestão, mobilidade urbana e o meio ambiente? O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em parceria com a Associação Andar a Pé está percorrendo escolas da rede pública de Ceilândia com o projeto Andanças — Passado, Presente e Futuro. A iniciativa tem um ônibus que funciona como sala de aula e centro cultural, levando informações sobre mobilidade urbana e meio ambiente para estudantes da rede pública do Distrito Federal. 

Esta semana, o projeto está no CEF 31, em Ceilândia, e os estudantes do 6º ao 8º ano passarão pela experiência de aprender mais sobre a região em que vivem, conhecer os problemas enfrentados pela cidade e desenvolver um senso crítico em relação à realidade urbana, à mobilidade, ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, entre outros temas.

A previsão é que a ação fique até o final da próxima semana na escola e então seguirá para outras unidades de ensino. Na programação, estão o CEF 20, CEF 25 e CED 07, todos de Ceilândia. Também está prevista a participação no aniversário da cidade, nos próximos dias 27 e 28 de março. Após Ceilândia, o projeto deverá seguir  para Candangolândia e Núcleo Bandeirante.  

Mediação

Para que o projeto se tornasse possível, foram formados 12 mediadores, entre jovens do ensino médio e superior de escolas e faculdades públicas, para coordenar as atividades nas escolas, conduzir as dinâmicas e transmitir conteúdos sobre a cidade, o Ministério Público, além de temáticas como gestão e mobilidade urbana.

Uma das mediadoras é a estudante Alanna Valente. Ela nasceu em Ceilândia e sempre participou de movimentos sociais na cidade. Ao tomar conhecimento do Andanças, participou da oficina de treinamento e agora está transmitindo o que aprendeu para crianças e jovens. “É uma experiência única. Esses estudantes estão tendo a oportunidade que não tive quando era criança, aprendendo mais sobre a cidade na qual vivem, adquirindo o sentimento de pertencimento e passando a pensar de forma crítica sobre tudo que aprenderam”, ressalta  

Durante as visitas às escolas, os estudantes são divididos em dois grupos. Um deles faz a visitação do ônibus e assiste a um vídeo que conta a história da criação de Ceilândia e das primeiras dificuldades enfrentadas pelos seus moradores. O outro participa da construção de um mapa afetivo de Ceilândia, uma dinâmica na qual são convidados a desenharem o que está faltando no mapa. Em seguida, os dois grupos são reunidos e participam de um jogo de perguntas no formato de “amarelinha" no qual adquirem mais conhecimentos e mostram o que aprenderam. 

Nesta terça-feira, 17 de março, a promotora de justiça da Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb) Laís Cerqueira também entrou na brincadeira e, junto às 26 crianças, participou das dinâmicas, tirou dúvidas e falou sobre gestão, mobilidade, acessibilidade, meio ambiente, entre outros temas. Para a estudante Maria Luiza Magalhães, de 11 anos, do 6º ano, e que mora desde pequena em Ceilândia, foi um dia de muitas descobertas. “Aqui tem muita cultura nordestina, como a Casa do Cantador, e eu não sabia. A minha família é nordestina e eu fiquei muito feliz de aprender tudo isso”, afirmou. 

A promotora de justiça ressaltou o caráter educativo da iniciativa, especialmente voltada para estudantes das escolas públicas. “ Quando os jovens conhecem a história do lugar onde vivem, passam a se sentir responsáveis por ele. Acreditamos que iniciativas como essa contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes, capazes de participar ativamente da construção da cidade e de cobrar do poder público políticas que promovam qualidade de vida. Além disso, diversos estudos já demonstram que ambientes urbanos mais organizados e bem planejados estão diretamente associados à redução da violência”, destaca. 

Para o supervisor pedagógico do CEF 31, Eduardo França, “o projeto é uma oportunidade de debater o contexto social dessas crianças e jovens. Dessa forma, eles se identificam e criam suas próprias opiniões sobre os temas apresentados”. 

Andanças

A etapa itinerante do projeto Andanças foi lançada na sede do MPDFT na última sexta-feira, 6 de março. O ônibus foi cedido pelo MPDFT por meio de um termo de cooperação com a associação Andar a Pé. A proposta é dar mais mobilidade e ampliar o alcance da exposição, levando o conteúdo direto aos estudantes. Nas edições anteriores, em Planaltina, Gama e Taguatinga, eram os alunos que se deslocavam até os locais das mostras.

Adesivado com identidade visual vibrante e referências à diversidade cultural, o veículo abriga a exposição interativa que combina painéis, recursos visuais e conteúdos educativos sobre história local, mobilidade urbana, meio ambiente e o direito à cidade. O espaço interno foi reorganizado para proporcionar a circulação guiada dos visitantes, com estações temáticas e ambiente preparado para a mediação. 

O projeto Andanças tem a parceria da 5ª Prourb e é financiado com recursos provenientes de acordos de não persecução penal celebrados pelo Ministério Público com autores de infrações urbanísticas e ambientais. Os valores decorrentes desses acordos são destinados a instituições previamente cadastradas, para o desenvolvimento de iniciativas que promovam a reparação social das irregularidades praticadas, revertendo em benefícios concretos para a cidade e para a coletividade.

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