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identidade ler e legal

Texto retirado do Jornal Opção, com adaptações.
Por Euler de França Belém

Bons livros para crianças e adolescentes — a chamada literatura infanto-juvenil — são eternos e, mais, podem ser lidos por adultos com igual prazer. Muitos livros, mesmo de qualidade mediana, se tornaram clássicos. As obras de Monteiro Lobato, Alexandre Dumas, Irmãos Grimm, Ruth Rocha, Lygia Bojunga, Ana Maria Machado e H. C. Andersen não morrem jamais. São para sempre. “Meninos da Rua Paulo”, de Ferenc Mólnar, para ficar num exemplo, é um clássico universal e atemporal.

O que me diz, Louise?”, de Slade Morrison e Toni Morrison

Nobel de Literatura, a americana Toni Morrison é uma escritora notável. O livrinho “O que me diz, Louise?” é uma celebração da leitura, da cultura, do aprendizado. Sobretudo, do prazer e não da obrigação de ler. Mesmo num dia chuvoso, Louise sai de casa em busca de um refúgio quase secreto: a biblioteca, espécie de porta aberta para todas as coisas do mundo. A biblioteca, com seus vários livros, transforma os seres humanos e, daí, o mundo. Ah, o livro nada tem de chato. (Globinho, 32 páginas, tradução de José Rubens Siqueira, ilustração de Shadra Strickland)

O pequeno Nicolau”, de Jean-Jacques Sempé e René Goscinny

Com ilustrações de Jean-Jacques Sempé, o livrinho aparentemente despretensioso escrito pelo francês René Gosciny, criador de Asterix, que viveu em Buenos Aires durante a infância e parte da juventude, narra em primeira pessoa as aventuras do menino Nicolau. Contando suas experiências na escola, em casa com os pais e com os amigos, Nicolau diverte e ao mesmo tempo apresenta uma narrativa de como uma criança percebe o mundo ao seu redor. Para os interessados pela língua francesa, vale a pena ler o livro no original. A prosa da obra é fluente, precisa e acessível. (Martins Fontes, 136 páginas)

20 mil léguas submarinas”, de Júlio Verne

A edição contém o texto integral e 30 ilustrações originais. Um dos criadores da ficção científica, Júlio (Jules) Verne é uma espécie de Nostradamus da literatura e, mesmo, da ciência. Invenções às quais não teve acesso, pois morreu em 1905, foram anunciadas em seus livros. Prisioneiro do capitão Nemo, o professor Aronnax e Ned Land vivem a bordo do submarino Náutilus. Sem o didatismo de alguns autores, privilegiando a imaginação, a sua e a dos leitores, Verne mostra a riqueza do mundo marinho. (Zahar, 472 páginas, tradução de André Telles)

O Jardim Secreto”, de Frances Rodgson Burnett

O romance “O jardim secreto”, de Frances Rodgson Burnett, é sobre o encontro entre uma menina e um menino, sobretudo é uma celebração da amizade entre dois seres e a descoberta, por assim dizer, do mundo. O garoto vive numa cama, mais morto do que vivo, até a chegada de uma menina esperta, que injeta vida em seu ser e o retira do quarto. Juntos, descobrem um jardim secreto e uma história, que, como o belo jardim, não pode, mas é devassada. (Há duas traduções de qualidade: pela Editora 34, de Marcos Maffei, e pela Companhia das Letras/Penguin, de Sônia Moreira. Há uma bela edição, em pop art, da Publifolha.)

4 Contos”, de e. e. cummings

Não estranhe: é assim mesmo — e. e. cummings. É como o poeta assinava seus livros, com minúsculas. Todos conhecem cummings como um poeta extraordinário, traduzido no Brasil por Augusto de Campos. No seu único livro para crianças, o bardo mostra que tem a imaginação adequada. Os contos versam sobre nascimento, amor. Quem aprecia Tolkien não se espantará com o elfo criado pelo vate americano. Imagine um elefante que tem carinho por uma borboleta e uma casa, meio solitária, que se declara apaixonada por um passarinho. Há duas meninas, Eu e Você. Lúdico e inteligente. (Cosac Naify, 48 páginas, tradução de Cláudio Alves Marcondes, ilustrações de Eloar Guazzelli)

Vozes no parque”, de Anthony Browne

Anthony Browne ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, o Nobel da literatura infanto-juvenil. O livro convida o leitor para pensar sobre a diversidade do mundo, sobre a interpretação dos fatos. Um passeio, feito num parque, é relatado por quatro vozes diferentes, com suas nuances. Resulta que um passeio pode ser muitos passeios, ao incorporar vozes diversas. “Um convite para nos colocarmos no lugar do outro, para ampliarmos nosso horizonte e para pensarmos sobre algumas questões como o isolamento, a amizade e as coisas estranhas em meio ao familiar”, segundo a editora. Atente-se para as ilustrações. (Zahar, 32 páginas, tradução de Clarice Duque-Estrada)

Huckleberry Finn”, de Mark Twain

Pense em Mark Twain como o Monteiro Lobato dos Estados Unidos, com uma pitada a mais de humor. O menino Huck Finn é esperto, inteligente e até malandrinho. Suas histórias divertidas sempre levam o leitor a sorrir. É quase um romance de formação, preciso e enxuto. O menino amadurece durante suas peripécias. Fica-se com a impressão, às vezes, de que Huck Finn é um menino-adulto ou um adulto-menino. É o mais importante livro da literatura juvenil (ou infantojuvenil) dos Estados Unidos, inclusive adaptado para o cinema. (L&PM, 320 páginas, tradução de Rosaura Eichenberg. Há outra edição. A leitura em inglês talvez seja mais proveitosa.)

As aventuras de Robin Hood”, de Alexandre Dumas

Robin Hood é um clássico da literatura universal (poucas pessoas não sabem quem é). As histórias estabelecidas por Alexandre Dumas são as mais bem cuidadas e são ambientadas nos séculos 12 e 13, sob o reinado de Ricardo Coração de Leão. O criminoso que rouba dos ricos para doar aos pobres é admirador do rei Ricardo e batalha para que volte ao trono. Nas matas de Sherwood e Barnsdale, Robin Hood e seus aliados, como João Pequeno, lutam contra o xerife de Nottingham e os soldados do rei usurpador. Há também a bela Lady Marian, paixão de Robin Hood, e o frei Tuck, seu aliado. (Zahar, 472 páginas, tradução de Jorge Bastos.)

Os Meninos da Rua Paulo”, de Ferenc Molnár

O húngaro Ferenc Molnár escreveu um dos mais belos livros juvenis (que todo adulto lê com prazer). Paulo Rónai, húngaro que veio para o Brasil fugindo do nazismo, é o exímio tradutor desta obra-prima. Ele escreveu o prefácio e o poeta e tradutor Nelson Ascher é autor do posfácio e das notas. Brigas de meninos, nas ruas de Budapeste, no século 19, poderiam render uma reportagem de jornal. Nas mãos de Ferenc Molnár resultaram num romance delicioso, escrito com graça e grande compreensão do universo dos garotos. (Cosac Naify, 70 páginas)

Os três mosqueteiros”, de Alexandre Dumas

Uma das graças do livro do escritor francês Alexandre Dumas é saber que os três mosqueteiros são, na verdade, quatro — Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan. O romance de capa e espada se tornou universal. A versão brasileira, integral, contém mais de 100 ilustrações originais. A editora disponibiliza duas edições — uma mais barata e outra mais sofisticada. Os quatro heróis permanecem encantando os leitores. Não só. A história, levada ao cinema, encanta os espectadores. (Zahar, 688 páginas, tradução de André Telles e Rodrigo Lacerda.)

O Pequeno Príncipe”, Saint-Exupéry

Há um preconceito intelectual contra este belo livro, sobretudo no Brasil. Crianças e adolescentes (se não tiverem absorvido a ranzinzice dos adultos) podem lê-lo com proveito. As mensagens podem soar piegas, num mundo feito de racionalismo consumista e sempre apressado, mas a história, com suas frases (dizem que moralistas), é bonita. Vale ler a tradução, mais madura e precisa, de Ferreira Gullar. O livro, na pena do maior poeta brasileiro vivo, ficou mais adulto. (Agir, 96 páginas)

Grande Sertão: Veredas”/graphic novel, de Guimarães Rosa

“Grande Sertão: Veredas, dirão, não é romance para crianças e adolescentes. De fato, não é. Porém, “Grande Sertão: Veredas”/graphic novel, de tão bem adaptado e, até, facilitado, pode ser lido por jovens atentos. O roteiro é de Eloar Guazzelli e a arte, de Rodrigo Rosa. O livro de Guimarães Rosa é uma das obras realmente imperdíveis da literatura brasileira. (Globo Livros, 180 páginas. O único problema é o preço: 199,90 reais.)

Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato

O Brasil está cada vez mais urbano, com espaço cada vez menor para a área rural. Crianças, adolescentes e mesmo adultos sabem cada vez menos sobre assuntos que tenham a ver com o campo. O belo “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, se torna, portanto, mais interessante do que nunca. Porque põe seus leitores em contato com a natureza, com um garoto que inventa coisas para se divertir. Hoje, tirar uma criança das teclas de computadores e smartphones não é fácil. Monteiro Lobato, com sua rica imaginação, às vezes pecando por certo didatismo, provavelmente ainda consegue encantar as crianças e, até, os adolescentes. (Globinho, 72 páginas)

O Menino e o Tuim”, de Rubem Braga

O cronista Rubem Braga prova que sabe escrever para crianças com a história “O Menino e o Tuim”. O livro mostra a relação de uma criança com um passarinho. “Além de todo encantamento e alegria de ter um bichinho, o menino é forçado a lidar com as obrigações, necessidades e dilemas que vêm junto com o animalzinho quando ele é domesticado. Com uma linguagem sensível e poética, Rubem Braga capta toda a emoção de uma amizade pura e sincera e outras experiências transformadoras da infância”, sintetiza a editora. (Galerinha Record, 24 páginas)

Andira”, de Rachel de Queiroz

Andira é uma criança? Não, Andira é uma andorinha-criança, quer dizer, um filhote. Pequena, e como não sabe voar, as demais andorinhas, que se preparam para migrar no inverno, deixam-na para trás. Como muitas andorinhas, Andira nasceu numa igreja e, na ausência dos parentes, é criada por morcegos. Estes se tornam seus mestres. (José Olympio, 64 páginas, ilustrações de Cláudio Martins.)

Marcelo, Marmelo e Martelo”, de Ruth Rocha

Ruth Rocha conhece como poucos o que se passa pela cabeça das crianças e adolescentes. Ela escreve com uma clareza impressionante e não subestima seus leitores. Por isso seus livros são tão lidos e adorados. Em “Marcelo, Marmelo e Martelo”, a escritora explora a vida de meninos que moram na cidade. São garotos espertos e ativos. Marcelo é um criador de palavras novas. Nas livrarias podem ser encontradas as belas e precisas adaptações que Ruth Rocha fez para a “Ilíada” e a “Odisseia”, de Homero”, e “Tom Sawyer”, de Mark Twain. Crianças ganham, muito, se lerem as adaptações. (Salamandra, 64 páginas, ilustrações de Mariana Massarani.)

A história de Emília”, de Monteiro Lobato

Talvez seja possível dizer que Monteiro Lobato inventou a literatura infantil e infantojuvenil no Brasil. Suas histórias não perdem vitalidade e permanecem modernas, ou, diria Carlos Drummond de Andrade, eternas. O escritor era um homem sisudo, mas tinha uma capacidade de imaginação imensa e, principalmente, não menosprezava a capacidade de entendimento de crianças e adolescentes. A história de Emília, uma boneca falante, é uma de suas principais criações. Mexe com a percepção criadora das crianças. O curioso é que a personagem, com sua irreverência, agrada tanto meninas quanto meninos. É tão moleca, esperta e divertida quanto qualquer criança. (Globinho, 32 páginas)

Meu pé de laranja lima”, de José Mauro de Vasconcelos

O romance “Meu pé de laranja lima” não deixa de ser piegas e, em alguns momentos, até primário. A exploração do sentimentalismo ganharia se incluísse, de modo mais incisivo, o humor, o riso (o mundo infantil raramente é tão lamentoso). Mas uma coisa é certa: José Mauro de Vasconcelos sabe comover crianças, pelo menos as do meu tempo de menino (entre as décadas de 1960 e 1970). A história do menino e do Portuga tem um quê de Mark Twain? Um quê, no caso, significa uns 20%. (Melhoramentos, 192 páginas)

O estribo de prata”, de Graciliano Ramos

“Vidas Secas” é, claro, um romance adulto. Mas a história de Fabiano e da cachorra Baleia pode ser lida com proveito por jovens perceptivos. “O estribo de prata” é, ao contrário, um livro mesmo para garotos. Trata-se de um causo contado por Alexandre, um misto de caçador e vaqueiro. Simples, direto e muito bem escrito. Menos seco que a prosa tradicional de Graciliano Ramos. Há, por assim dizer, um pouco mais de emoção. (Galerinha Record, 24 páginas, ilustrações de Simone Matias.)

A menina Cláudia e o rinoceronte”, de Ferreira Gullar

Ao criar colagens, o poeta Ferreira Gullar decidiu escrever “A menina Cláudia e o rinoceronte”. A garota, brincando com papel picado, “cria um rinoceronte. Ela toma gosto e logo faz vários outros, um de cada cor, era muita alegria inventar todo aquele novo e fantástico universo. Até que sua própria criação a surpreende obrigando a menina a embarcar numa incrível jornada e tanto pelos recortes de papel. Toda a história é contada por Gullar através de poemas leves e divertidos. Um livro lindo, uma verdadeira obra de arte visual com texto sensível e envolvente”, anota a editora. (José Olympio, 48 páginas)

Raul da ferrugem azul”, de Ana Maria Machado

Ganhadora do Prêmio Hans Christian Andersen, Ana Maria Machado é autora de livros de alta qualidade, como “Raul da ferrugem azul”, “História meio ao contrário?” e “Bisa Bia Bisa Bel”. Raul aparece com manchas azuis em todo o corpo. Depois de se lavar, usando xampu, álcool e detergente, conclui que tem ferrugem azul. A escritora conta a história com graça e sempre levando em consideração que o leitor é inteligente e perspicaz. (Salamandra, 64 páginas, ilustrações de Rosana Faria)

A bolsa amarela”, de Lygia Bojunga

Lygia Bojunga é uma escritora de livros infantojuvenis? Consagrou-se assim. Acima de tudo, é uma grande escritora. Em conflito com a família e consigo mesma, uma menina esconde na sua bolsa “três grandes vontades”: “a de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora”. Afinal, criança tem vontade ou sua vontade é a dos adultos? A garota relata como é seu cotidiano, intercambiando o mundo real, no qual vive com a família, e seu próprio mundo, no terreno da imaginação. (Casa Lygia Bojunga, 134 páginas.)

Histórias da Velha Totônia”, de José Lins do Rego

José Lins do Rego tem livros magníficos sobre a infância. “Menino de engenho”, às vezes subestimado, é um belíssimo romance. O escritor paraibano escreve muito bem sobre meninos. “Quisera que todos eles (os meninos) me ouvissem com a ansiedade e o prazer com que eu escutava a velha Totônia do meu engenho”, disse o autor paraibano. A linguagem coloquial, oralizada, torna o livro extremamente acessível, divertido e delicioso. (José Olympio, 120 páginas)

17 é tov!”, de Tatiana Belinky

Tatiana Belinky nasceu na Rússia e veio cedo para o Brasil. Traduziu para o português Gógol e Tchekhov, sempre com mestria. Ao mesmo tempo, escreveu belos livros no campo infanto-juvenil — com a percepção de que a criança e o adolescente são inteligentes e dispensam didatismos excessivos. “Em ‘17 é tov!’ ela descreve os primeiros 17 anos em São Paulo, por meio de crônicas divertidas e bem-humoradas. Desde a chegada no bairro paulistano de Higienópolis até o casamento de seu irmão com uma prima, a autora narra casos que marcaram sua vida e sua experiência em um novo país”. Suas memórias, escritas com leveza, são divertidas e atentas. (Cia das Letrinhas, 88 páginas, ilustrações de Maria Eugênia.)

A árvore dos desejos”, de William Faulkner

O escritor americano William Faulkner é mais conhecido por seus romances mais complexos, como “O som e a fúria”, “Luz em agosto”, “Absalão, Absalão” e “Enquanto agonizo”. “A árvore dos desejos”, ao contrário dos chamados livrões, é escrito numa prosa mais simples e acessível. O menino Maurice convida a garota Dulcie para saírem em busca da árvore dos desejos. Eles vão para a floresta, ao lado de outras crianças. O Nobel de Literatura manipula bem o entrelaçamento entre o real e o fantástico. (Cosac Naify, 56 páginas, tradução de Leonardo Fróes, ilustrações de Eloar Guazzelli.)

Os gatos de Copenhague”, de James Joyce

O autor de “Ulysses”, James Joyce, escrevendo para crianças? Sim e, melhor, o faz muito bem. “Os gatos de Copenhague”, com qualificada tradução de Dirce Waltrick do Amarante, é divertido. O autor de “Ulysses” envia, da Dinamarca, uma carta para seu neto Stephen Joyce, na qual conta a história de que não há gatos em Copenhague. Que o leitor não se assuste: a história é simples, sem as firulas experimentais dos outros textos do escritor irlandês. (Iluminuras, 24 páginas, ilustrações de Michaella Pivetti.)

Discurso do urso”, de Júlio Cortázar

O escritor argentino Julio Cortázar é mais conhecido por “O jogo da amarelinha”, romance para adultos. O conto poético “O discurso do urso”, seu primeiro texto infantil, versa “sobre a vida e os seres humanos, vistos através dos olhos de um ursinho que vive passeando pelos canos dos prédios. Neste vai e vem ele ouve conversa e explora” o “cotidiano” das pessoas — “e suas qualidade e imperfeições — com curiosidade, deslumbre e audácia”, ressalta a editora. (Galerinha Record, 28 páginas, tradução de Léo Cunha.)

Caninos brancos”, de Jack London

Jack London é um escritor brilhante, porém, como pouco dado a firulas experimentais, às vezes é sugerido como do segundo time. O autor de “O chamado selvagem” é responsável, em larga medida, pela formação e ampliação do número de leitores. Sua prosa é de qualidade, densa e, ao mesmo tempo, simples. Pode ser lida, com igual prazer, por crianças, adolescentes e adultos. “Caninos Brancos” é um de seus mais belos romances. Um lobo do Yukon, aprisionado, é utilizado como puxador de trenó e como cão de rinha. Resgatado por um homem “não-selvagem”, readquire, por assim dizer, sua “dignidade” e, aos poucos, volta à natureza. As relações homem-natureza são mostradas com rara felicidade por Jack London. A história foi adaptada para o cinema, mas nada substitui a leveza contagiante do texto do escritor americano (há pelo menos duas traduções de qualidade. Sônia Moreira é responsável pela da Companha das Letras/Penguin, com 296 páginas, e Rosaura Eichenberg fez a da L&PM, com 232 páginas.)

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