Descrição
O Projeto Mina acolhe adolescentes do gênero feminino, entre 14 e 17 anos, que cometeram atos infracionais de baixa ou média gravidade e receberam remissão judicial. Após convite, as jovens passam por entrevista semiestruturada com equipe especializada, visando compreender seu perfil, aspirações e contexto familiar. São encaminhadas ao setor psicossocial e instituições parceiras para atendimento socioassistencial e capacitação profissional. O projeto inclui encontros com atividades internas e externas, abordando temas como família, relações interpessoais, mercado de trabalho e projeto de vida. As fases envolvem seleção, acolhimento, formação de grupos, encaminhamentos, acompanhamento individual e análise de expansão para atender adolescentes em situação de vulnerabilidade, mesmo sem ato infracional.
Objetivo
Desenvolver as potencialidades das meninas entre 14 e 17 anos no campo emocional, a partir do fortalecimento dos vínculos familiares, com vistas a possibilitar o surgimento de perspectivas de futuro que viabilizem a construção de um projeto pessoal ou inserção no mercado de trabalho.
Responsável
Tiago Alves de Figueiredo
Unidade responsável
7ª Promotoria de Justiça Infracional da Infância e da Juventude
Resolutividade
O projeto promove resolutividade ao oferecer acolhimento humanizado, escuta qualificada e encaminhamentos personalizados às adolescentes, articulando rede de proteção, capacitação profissional e apoio financeiro. Com foco na prevenção da reincidência, fortalece vínculos familiares e sociais, gerando impactos concretos na vida das participantes e na atuação institucional.
Resultados
O Projeto Minaselecionou 103 adolescentes com perfil para participação, das quais 19 foram acolhidas após manifestação espontânea. Os acolhimentos, presenciais e remotos, permitiram escuta qualificada e coleta de dados detalhados. Foram realizados três encaminhamentos a instituições parceiras, beneficiando mais de 60 jovens. Estabeleceu parcerias com o Instituto Elas Transformam e Unicef. Ofereceu atividades semanais sobre saúde, relações familiares e educação financeira, com bolsa mensal de R$200 vinculada à frequência. Aplicação de formulários revelou avanços: 95% passaram a reconhecer seus direitos, 100% conhecem instituições de proteção, e 93,5% não reincidiram. O projeto passou por ajustes, ampliou encontros e consolidou sua identidade institucional, sendo executado pela Promotoria e OSC parceira.
