Iniciativa conectou esporte e conscientização pela vida das mulheres. Equipes dos núcleos de Atenção às Vítimas, de Gênero e Ouvidoria das Mulheres estiveram no local para orientar o público

A corrida foi organizada pela ativista Jéssica Cytrus, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio. Acompanhada pelo projeto Amparar, do Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav) do MPDFT, ela rompeu o ciclo da violência e participa ativamente de movimentos sociais e coletivos de combate à violência contra a mulher.
“Por meio do Amparar, recebi tratamento psicológico e apoio jurídico. Também conheci direitos que não sabia que tinha, inclusive em relação à violência patrimonial. Muitas mulheres não sabem, mas podem entrar em contato diretamente com o Ministério Público e conversar com a Promotoria sobre sua situação, sem precisar esperar somente pela atuação da delegacia. Quando a mulher rompe o ciclo da violência e decide denunciar, ela não está sozinha: existe uma rede de apoio com a qual pode contar, assim como eu contei com o Ministério Público”, declarou.
Durante o evento, equipes dos Núcleos de Atenção às Vítimas (Nuav), de Gênero (NG) e da Ouvidoria das Mulheres estiveram no estande do MPDFT para esclarecer dúvidas, divulgar cartilhas e canais da instituição e oferecer orientações sobre o combate à violência de gênero e o papel da denúncia na proteção e preservação de vidas.

A promotora de justiça e gestora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid) do MPDFT, Polyanna Silvares, falou sobre a importância do trabalho em conjunto entre a sociedade e o Ministério Público. “Nós, promotoras de justiça, trabalhamos o tempo todo no combate ao feminicídio, mas precisamos que vocês estejam junto com o Ministério Público nessa luta. Se souberem de alguém que está passando por uma situação de violência ou se vocês estiverem nessa situação, não deixem de denunciar. Isso é crucial para que possamos evitar o feminicídio”, alertou.
A ouvidora das Mulheres do MPDFT, promotora de justiça Mariana Nunes, pontuou que o feminicídio é um crime evitável. “A violência começa em pequenos atos de controle, em um empurrão, em ameaças e xingamentos. Por isso, precisamos do envolvimento da sociedade, das vítimas e do poder público no enfrentamento à violência, com denúncia e uma rede de apoio às mulheres”, afirmou.
O encontro contou ainda com a participação dos promotores de justiça Daniel Bernoulli e Lenna Daher, diretora de Mulheres da Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), além de servidores da instituição.
Esporte por uma causa
A programação reuniu mulheres e homens de diferentes idades e experiências com o esporte nas modalidades caminhada de 1 km, corridas de 3 km e 6 km e passeio ciclístico. Entre os 15 mil inscritos, cerca de 300 eram do sexo masculino. Não teve pódio e todos ganharam medalhas.
Marcelo Weitzel Rabello de Souza, subprocurador-geral de Justiça Militar, participou da mobilização e destacou o alcance da iniciativa para além do evento. “Foi muito bonito ver a disposição e a diversidade dos participantes, de diferentes idades e gêneros, reunidos e felizes por uma mesma causa. Ao sair do evento, fui abordado por duas pessoas que me felicitaram por estar com a camisa da corrida e disseram concordar com a causa. Isso demonstra que iniciativas como essa vão além da conscientização e da divulgação dos canais de atendimento: elas aproximam pessoas que não se conhecem e contribuem para a construção de uma cultura de pertencimento e compromisso coletivo”, relatou.
As primas Rosana Bandeira, professora aposentada, e Cláudia Freitas, coordenadora pedagógica, abraçaram a causa em família. “Achamos que valia a pena pela causa e nos reunimos para participar. Viemos também para defender essa luta, que é de todas as mulheres”, enfatizou Rosana.
Para Cláudia, o respeito à liberdade feminina é fundamental. “Cuidar da mulher e garantir a segurança dela são atitudes que devem estar em primeiro lugar. É preciso garantir que a mulher possa ser e fazer o que quiser, com segurança e liberdade. A importância e a relevância dessa causa são indiscutíveis”, defendeu.
Já o policial civil Rodrigo Melo contou que se inscreveu pela causa e também pelo esporte. “Eu já gosto de correr, mas participar de uma corrida com uma causa especial me motivou a estar aqui hoje. Na minha profissão já acompanhei casos de violência contra a mulher, principalmente na região de Ceilândia.”
Canais de denúncia
O Projeto Amparar atende vítimas de tentativa de feminicídio e familiares de vítimas de feminicídio, homicídio, latrocínio, crimes no trânsito com resultado morte e lesão corporal seguida de morte. Confira os canais de atendimento:
WhatsApp: (61) 99635-6929
E-mail:
Endereço: Promotoria de Justiça de Brasília II - MPDFT, SMAS (Setor de Múltiplas Atividades Sul), Trecho 4, Lotes 6/8, Brasília-DF (ao lado do Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes)
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 12h às 19h
A Ouvidoria das Mulheres também está disponível para receber denúncias, fornecer informações e esclarecer dúvidas sobre a atuação do Ministério Público. Saiba como entrar em contato:
Formulário eletrônico
WhatsApp: (61) 99847-7592
E-mail:
Telefone: 127 e 0800 644 9500 (ligação gratuita), em dias úteis, de 2ª a 6ª, das 12h às 18h.
Atendimento presencial com escuta qualificada: Eixo Monumental, Praça do Buriti, lote 2, sala 139, sede do MPDFT. Em dias úteis, de 2ª a 6ª, das 12h às 18h.
Leia mais
MPDFT participa de ação contra feminicídio no Eixão do Lazer
__________________________________
Secretaria de Comunicação
(61) 3343-9601 / 3343-9220 / 99303-6173
facebook.com/mpdftoficial
twitter.com/mpdft
youtube.com/mpdftoficial
instagram.com/mpdftoficial
