Programa traz aspectos esclarecedores sobre a importância do acolhimento familiar
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acaba de lançar o novo episódio do podcast "MP que a gente conta". O programa aborda o Serviço de Família Acolhedora, política pública que oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados de suas famílias por medida protetiva. Para participar da conversa foram convidadas as promotoras de justiça de Defesa da Infância Liz-Elainne Mendes e Rosana Viegas, além da assistente social do Instituto Aconchego Leidiane dos Santos.
Durante o programa, as convidadas explicam como funciona o acolhimento familiar, esclarecem as diferenças para o programa de adoção e ressaltam a importância dos vínculos afetivos para o desenvolvimento infantil. Logo no início do episódio, a promotora de justiça Liz-Elainne Mendes destaca que o acolhimento familiar é uma medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e possui caráter excepcional e temporário.
A promotora esclarece que o acolhimento não substitui a adoção. O foco é garantir que a criança permaneça em um ambiente familiar enquanto sua situação é avaliada e são buscadas alternativas que assegurem seu direito à convivência familiar. "O objetivo é que as famílias possam se reestruturar para que haja a reintegração da criança e do adolescente sob medida de proteção e, se não for possível a reintegração à família de origem ou à família extensa, ela seja encaminhada para uma família substituta", explica.
Durante a conversa, a promotora de justiça Rosana Viegas ressalta que as políticas de acolhimento familiar estão fundamentadas em evidências científicas sobre o desenvolvimento infantil. "Pesquisas provaram que os vínculos afetivos são fundamentais para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social. A neurociência demonstrou a importância desse vínculo afetivo. Por isso começaram a ser construídas políticas públicas para evitar que crianças sejam criadas em instituições e, quando precisam ser afastadas de suas famílias, sejam acolhidas por outras famílias", complementa.
Outro tema abordado no episódio é um dos maiores receios de quem deseja participar do programa: o momento da despedida. A assistente social do Instituto Aconchego Leidiane dos Santos explica que "o processo de desligamento é muito bem trabalhado com as famílias desde o início da capacitação. Esse tema é abordado de forma detalhada e as famílias compreendem que o acolhimento é temporário. Ele tem início, meio e fim. Quando se inscrevem e passam pela capacitação, elas entendem que haverá o momento da despedida".
Segundo Leidiane, o acompanhamento técnico realizado durante todo o acolhimento oferece suporte tanto à família acolhedora quanto à criança ou adolescente, garantindo que cada etapa ocorra de forma cuidadosa e respeitosa. Ao longo do episódio, as convidadas também esclarecem quem pode se tornar uma família acolhedora, como ocorre o processo de seleção e capacitação e quais são os benefícios dessa modalidade de acolhimento para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.
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