Iniciativa busca dignidade humana e cidadania, por meio de aulas de movimento consciente, exercícios de respiração, alongamento e fortalecimento corporal
Acolhimento e esperança marcaram os seis encontros do projeto Movimento que Liberta – Programa de Movimento, Reflexão e Fortalecimento Feminino no Sistema Prisional, realizado na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF).
A iniciativa foi desenvolvida em parceria entre o Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o Studio MF, o Instituto Recomeçar e a PFDF. O objetivo é oferecer às participantes uma experiência voltada ao fortalecimento físico, emocional e social.
Ao longo de seis semanas, um grupo de internas participou de aulas de movimento consciente, exercícios de respiração, alongamento e fortalecimento corporal, conduzidos pela educadora física Márcia Flávia. Cada encontro também contou com uma roda de conversa conduzida por promotoras de justiça do MPDFT, abordando temas como dignidade humana, cidadania, proteção às mulheres e às crianças, vínculos familiares, responsabilidade pelas próprias escolhas e construção de novos projetos de vida.
O encerramento teve a participação da juíza titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Leila Cury, que reforçou a importância da responsabilização, da preservação da dignidade humana e da crença na capacidade de transformação e reconstrução de trajetórias. O projeto buscou criar um espaço de escuta, respeito e fortalecimento da autoestima, incentivando as participantes a reconhecerem seu potencial de mudança e a construírem perspectivas positivas para o futuro.
As atividades foram recebidas de forma muito positiva pelas participantes. Ao final do projeto, diversas internas relataram melhorias no bem-estar, maior confiança em si mesmas, fortalecimento emocional e a importância de terem vivenciado um momento de acolhimento e reflexão dentro do ambiente prisional.
Para a promotora de justiça do Nupri Vanessa Farias, o Movimento que Liberta demonstra que iniciativas construídas por meio da cooperação institucional podem gerar impactos positivos na vida das pessoas privadas de liberdade e fortalecer o propósito ressocializador previsto na Lei de Execução Penal. “Nós as sensibilizamos sobre a necessidade de admitir os erros praticados, cumprir a pena, mas que os erros do passado não necessariamente vão impedi-las de ter um futuro diferente”, comentou.
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