Evento, promovido pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) e voltado a reeducandas do sistema prisional, contou com palestras sobre assédio, violência doméstica e canais de acolhimento às mulheres

A iniciativa integra as ações de prevenção ao assédio, à discriminação e à violência de gênero no ambiente de trabalho e busca fortalecer a atuação conjunta entre instituições públicas no acolhimento e na orientação de mulheres em situação de vulnerabilidade. O encontro contou com cerca de 20 participantes. A expectativa das instituições envolvidas é que as reeducandas atuem como multiplicadoras das informações recebidas, ampliando o alcance das orientações compartilhadas durante as palestras. A proposta também visa dar continuidade a ações educativas semelhantes voltadas à promoção do trabalho digno e à prevenção da violência e da discriminação.
A programação foi aberta pela presidente da Comissão de Prevenção ao Assédio do Distrito Federal, Michelle Heringer, e pela promotora de justiça da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do MPDFT, Lenna Daher. “A Prodep trabalha a partir de prioridades estratégicas e o combate ao assédio na administração do Distrito Federal é uma delas. Essa ação teve como foco capacitar as reeducandas do sistema prisional que prestam serviços no DF a respeito do direito ao trabalho digno, livre de violência e discriminação”, destacou Lenna Daher.
Em seguida, Michelle Heringer ministrou a palestra “Assédio no trabalho: o que você precisa saber”, trazendo orientações sobre identificação, prevenção e enfrentamento de condutas abusivas no ambiente profissional. “O objetivo da ação é ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de proteção às mulheres, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social”, afirmou Michelle.
A promotora de justiça Adalgiza Aguiar conduziu a palestra “Violência doméstica: como perceber os sinais e romper o ciclo”, com esclarecimentos sobre os diferentes tipos de violência, os sinais de alerta e os caminhos para buscar proteção e apoio.
Durante a apresentação, Adalgiza ressaltou a importância de reconhecer comportamentos abusivos ainda nos primeiros sinais e reforçou que romper o ciclo da violência exige acolhimento, informação e suporte institucional. “Levar informação sobre violência doméstica às reeducandas é um passo essencial para fortalecer a autonomia e a dignidade dessas mulheres”, reitera Adalgiza.
O evento contou ainda com a participação da ouvidora-geral do Distrito Federal, Daniella Pacheco, e da ouvidora das Mulheres do MPDFT, Mariana Nunes, que apresentaram os canais de acolhimento, escuta e encaminhamento disponíveis às mulheres em situação de violência.
A prevenção e o combate às violências contra as mulheres se materializa com informação e acesso às instituições. É o que explica a ouvidora das Mulheres do MPDFT. “Hoje as reeducandas tiveram a oportunidade de conhecer seus direitos, inclusive a respeito da importância do Ministério Público na defesa dos direitos humanos das mulheres, constituindo a Ouvidoria das Mulheres, um canal especializado para recebimento de denúncias e obtenção de informações, com vistas ao acolhimento e respeito às vítimas”, completa Mariana Nunes.
__________________________________
Secretaria de Comunicação
(61) 3343-9601 / 3343-9220 / 99303-6173
facebook.com/mpdftoficial
twitter.com/mpdft
youtube.com/mpdftoficial
instagram.com/mpdftoficial
