Oficinas e rodas de conversa conduzidas pelo Gase abordam saúde mental dos professores, comunicação não violenta e medidas legais de combate ao bulllying

Conduzida pela facilitadora e servidora Caroline Resende, a oficina foi direcionada a profissionais da educação e abordou temas como saúde integral do professor, contexto social dos estudantes, comunicação não violenta e medidas legais de prevenção e enfrentamento ao bullying.
Segundo Caroline, o formato das oficinas foi atualizado para ampliar o alcance das ações. “Fazemos uma sensibilização, apresentamos a importância de ações que promovam o bem-estar no trabalho, a valorização, o respeito do profissional de educação e a prevenção ao seu adoecimento, além de abordarmos a comunicação não violenta e um pouco das medidas legais de prevenção e enfrentamento ao bullying”, explica. Durante os encontros, também apresenta-se aos educadores o curso autoinstrucional “Bullying na perspectiva da instituição de ensino: prevenção e enfrentamento”, disponível na plataforma da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). A formação visa aprofundar o conhecimento técnico dos profissionais e apoiar a implementação de ações mais eficazes nas escolas.
Cultura violenta

Outro ponto destacado é o impacto da pandemia na vivência dos alunos. “Esses estudantes passaram quase dois anos isolados, em uma fase essencial de desenvolvimento. Vivenciaram medo, luto, violência doméstica, desemprego, separação de seus pais, e até fome. Tudo isso influencia diretamente na forma como se relacionam hoje”, pontua.
A exposição intensa às redes sociais também foi abordada como fator de risco. De acordo com Caroline, o contato constante com padrões irreais de beleza, sucesso e riqueza tem impactado a autoestima e a saúde mental dos jovens, favorecendo comportamentos de comparação e intolerância.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024) apresentados durante a oficina apontam aumento nos casos de bullying e maior insatisfação dos estudantes com a própria imagem. Entre os professores, o cenário também é preocupante: mais de 84% relatam exaustão emocional.
Responsabilização

No campo da prevenção, são trabalhados conteúdos previstos na legislação educacional, como empatia, comunicação, cultura digital, cidadania e cooperação, alinhados às competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Já as medidas de enfrentamento devem ser adotadas assim que houver suspeita ou confirmação de bullying, com o objetivo de interromper o ciclo da violência, evitar reincidências e promover a recuperação das vítimas e a responsabilização dos agressores.
Desde março, as formações do Gase já passaram por diferentes regiões administrativas do DF. As oficinas foram realizadas no Centro Educacional 308 do Recanto das Emas, na Escola Classe 01 de Planaltina e na Escola Classe 01 de Taguatinga.

A atuação do grupo seguirá ao longo do mês de maio, com novas formações já agendadas em diferentes regiões administrativas do DF. Para Caroline Resende, o engajamento das escolas é essencial para a transformação da realidade. “A capacitação de todos os profissionais de educação possibilita a implementação de ações legais de prevenção e o enfrentamento do bullying de forma técnica, assertiva e efetiva. Parabenizo as instituições de ensino pelo compromisso com a promoção da cultura de paz”, conclui.
Para saber mais sobre o trabalho do grupo, suas ações, eventos e atividades desenvolvidas, clique aqui, ou por meio dos telefones: 3343-9825, 99992-8695 ou e-mail:
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Formação sobre prevenção ao bullying nas escolas está disponível para educadores
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