Seu navegador nao suporta javascript, mas isso nao afetara sua navegacao nesta pagina MPDFT - O crime aconteceu, e agora? Projeto Amparar oferece acolhimento a vítimas e familiares

MPDFT

Menu
<

Projeto Amparar do MPDFT acolhe vítimas e familiares após a ocorrência do crime, orienta sobre direitos e articula encaminhamentos para reduzir a revitimização

catilha amparar divulgacao noticiaO crime deixa marcas que não aparecem no processo. Além da investigação e da responsabilização, há um “depois” que costuma ser silencioso: medo, luto, trauma, impactos sociais, emocionais e financeiros (dívidas), dúvidas e burocracias que se acumulam justamente quando a vítima e a família estão mais fragilizadas. É nesse ponto que o Projeto Amparar, do Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav), atua para garantir direitos e oferecer proteção: acolhendo, orientando e articulando encaminhamentos para que ninguém atravesse sozinho o pós-crime.

Quem chega ao Amparar, geralmente carrega dúvidas, medo e a sensação de estar enfrentando um turbilhão de dores e problemas sozinho. Nos relatos de vítimas e familiares atendidos pelo projeto, a palavra “alívio” aparece com frequência para descrever o impacto do primeiro acolhimento. Nesse sentido, disse uma vítima de tentativa de feminicídio: “Cada vez que falo com vocês, meu coração se alivia”. Outra mulher sobrevivente do feminicídio reiterou: “Eu gostaria de ter descoberto vocês antes, toda vítima deveria ter essa oportunidade”. Outra pessoa atendida destacou a importância de ter um espaço seguro para falar sobre o que aconteceu: “Eu nunca senti que tinha um espaço para falar sobre isso, mas agora eu senti com vocês”. Há também quem resuma a experiência em poucas palavras: “Me senti amparada, abraçada. Todo mundo precisa de uma conversa dessa aqui.”

A experiência dessas pessoas ajuda a traduzir, na prática, o propósito do Núcleo de Atenção às Vítimas: oferecer um caminho estruturado no pós-crime, com atendimento humanizado e foco em reduzir a revitimização. O projeto atua por meio de acolhimento e escuta qualificada, identificação das necessidades imediatas e construção de um plano de atenção, com encaminhamentos para a rede de serviços quando necessário.

Se eu fui vítima, o que eu faço agora? 

Após o crime, a pior sensação é não saber por onde começar. O Amparar atende vítimas de tentativas de feminicídio e familiares de vítimas de quaisquer crimes com resultado morte, incluindo os crimes de trânsito . O projeto foi desenhado para responder a situações em que o impacto do crime ultrapassa o processo judicial e atinge a saúde emocional, a dinâmica familiar e o acesso a direitos. 

A coordenadora do Nuav, promotora de justiça Thaís Tarquinio Oliveira, destacou que o projeto tornou-se uma ferramenta de mudança do sistema de justiça para a vítima. “Prevenimos que pessoas em extremo sofrimento e vulnerabilidades, crianças, órfãos fiquem abandonadas pelo estado após o crime. O plano de atenção e encaminhamento de órfãos é uma medida de segurança pública, uma vez que a prevenção de crimes também está relacionada à atenção integral da população diante do sofrimento de uma injustiça. 

Entre agosto e dezembro de 2025, foram 346 casos registrados e 288 acolhimentos realizados. Os números indicam não apenas volume, mas a necessidade de uma porta especializada para orientar e proteger vítimas e familiares no pós-crime.

A psicóloga da equipe do Nuav, Júlia Ricci, explica que em situações de morte ou que envolvem tentativa, o processo judicial costuma ser percebido pelas vítimas e familiares como uma forma de reconhecimento da gravidade do que aconteceu e, muitas vezes, como um caminho possível para a ideia de justiça. Ao mesmo tempo, quem vive o luto ou o trauma enfrenta um tempo emocional muito diferente do tempo do processo jurídico. “No Amparar, nós lidamos diariamente com essa diferença. Nosso trabalho é oferecer um espaço de escuta e acolhimento, orientar sobre direitos e ajudar na articulação com a rede de serviços. Não se trata de simplificar ou apaziguar o sofrimento, mas de reconhecer sua complexidade e garantir que vítimas e familiares não atravessem esse processo sozinhos”, ressaltou.

Cartilha do projeto Amparar

catilha amparar divulgacao notaPara ampliar o acesso à informação e orientar a população sobre os direitos das vítimas de crimes, o MPDFT desenvolveu a cartilha do projeto Amparar. O material foi pensado como uma ferramenta prática e acessível, reunindo, em linguagem clara, informações sobre o funcionamento do projeto, as formas de atendimento e os caminhos disponíveis para quem precisa de acolhimento e suporte após situações de violência.

A cartilha também busca aproximar a instituição da sociedade, ao explicar de forma didática como ocorre o acompanhamento oferecido pelo Nuav e quais serviços podem ser acionados. Acesse a cartilha completa aqui.

 

 

Como buscar atendimento

O Projeto Amparar atende vítimas de tentativa de feminicídio e familiares de vítimas de feminicídio, homicídio, latrocínio, crimes no trânsito com resultado morte e lesão corporal seguida de morte. Para receber o apoio da iniciativa, você deve solicitar atendimento por meio do preenchimento de formulário online

WhatsApp: (61) 99635-6929

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Endereço: Promotoria de Justiça de Brasília II - MPDFT, SMAS (Setor de Múltiplas Atividades Sul), Trecho 4, Lotes 6/8, Brasília-DF (ao lado do Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes)

Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 12h às 19h

__________________________________
Secretaria de Comunicação
(61) 3343-9601 / 3343-9220 / 99303-6173
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
facebook.com/mpdftoficial
twitter.com/mpdft
youtube.com/mpdftoficial
instagram.com/mpdftoficial

.: voltar :.