Corretores de imóveis foram abordados em estabelecimento comercial em Samambaia, enquanto lanchavam
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu denúncia contra um agente administrativo da Polícia Federal pelo crime de constrangimento ilegal com arma de fogo, usurpação de função pública e homofobia, majorada pela qualidade de funcionário público do autor, todos praticados contra dois homens. O caso ocorreu no estabelecimento comercial Espetinho, no Posto Ponteio, em Samambaia, em 13 de fevereiro deste ano.
Conforme a denúncia, as vítimas, que são corretores de imóveis, entraram no local para lanchar quando o agente, que já estava no estabelecimento ingerindo bebida alcoólica, passou a interpelá-los de forma agressiva, motivado pelo preconceito ao supor que ambos formavam um casal homoafetivo.
Segundo testemunhas, durante a interação, o servidor da Polícia Federal questionou reiteradamente se as vítimas eram "um casal", lançando-lhes interpelações insistentes e depreciativas, em tom de desqualificação e menosprezo, bem como externando aversão à orientação sexual, com o objetivo de constrangê-los.
Quando uma das vítimas se levantou da mesa para retirar-se do local, o denunciado sacou uma arma de fogo, apontando-a para o rosto de um dos homens. Aos gritos, o agente administrativo ordenou que a vítima colocasse as mãos na cabeça e se deitasse no chão, gerando pânico entre os clientes. O denunciado usurpou a função de policial federal ao identificar-se falsamente como tal, proferindo frases como "Eu sou polícia federal. Deita!".
Nº do processo: 0702366-64.2026.8.07.0009
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