MPDFT integra parceria em projeto que levará justiça restaurativa a escolas do DF
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) escolheu Brasília como a primeira cidade do Brasil onde será implementado o projeto Justiça Restaurativa nas Escolas. Nesta terça-feira, 24 de maio, foi assinado um protocolo de intenções que oficializa a iniciativa que, além do CNJ, tem o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), a Secretaria de de Educação do DF e o Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) como signatários.
A cerimônia ocorreu no plenário do colegiado e contou com a participação da procuradora-geral de Justiça do DF, Fabiana Costa; do governador do DF, Ibaneis Rocha; da secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá; do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do CNJ, Luiz Fux; e do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Sérgio Xavier Rocha.
A Justiça Restaurativa é um método que contempla práticas e habilidades interpessoais de gestão de conflitos. No contexto escolar, por meio dessa técnica, busca-se uma nova abordagem a conflitos, orientada por um ou mais mediadores, chamados facilitadores restaurativos.
O protocolo de intenções assinado nesta terça-feira prevê a realização de um projeto-piloto no Distrito Federal, com materiais informativos e a realização de campanhas audiovisuais.
No MPDFT, a Coordenadoria Executiva de Autocomposição (Cauto), vinculada à Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, possui tradição em promover a Justiça Restauração na mediação de conflitos.
Fabiana Costa ressaltou o papel da autocomposição no fortalecimento e destacou como o MPDFT atua em iniciativas desse tipo.
“A cultura de autocomposição vai além de aliviar a sobrecarga de processos no poder Judiciário e envolve uma mudança de visão, com o fortalecimento da cidadania e o empoderamento do indivíduo na construção de soluções extrajudiciais”, disse.
Também mencionou o Grupo de Apoio à Segurança Escola do MPDFT, que desde 2005 promove ações de prevenção e enfrentamento às práticas de violência nas escolas. “Além de fiscalizar a atuação do DF sob esse aspecto, nosso trabalho é contribuir para a construção de redes de atuação envolvendo o poder público, entidades não-governamentais, as escolas e a comunidade”, explicou.
Luiz Fux destacou que o Justiça Restaurativa nas Escolas“ é um projeto de fé em nosso país, de amor às nossas crianças e à cidadania brasileira e pelas pessoas que lutam pela vida e que intentam viver”.
O desembargador do TJDFT Sérgio Xavier Rocha disse que o projeto pode possibilitar na diminuição das taxas de criminalidade entre os jovens do DF. “A Justiça Restaurativa praticada nas escolas pega o adolescente, a criança e o jovem no início da sua eventual carreira criminosa. Isso realmente tem uma possibilidade muito grande de solução, porque o jovem tratado com carinho, afago e orientação vai ter resultados positivos”, afirmou.
Por sua vez, o governador Ibaneis Rocha espera que o projeto traga aspectos da cidadania para o dia a dia das escolas do DF. “A gente espera, com isso, fazer uma complementação daquilo que nós entendemos como educação completa. Não basta só os nossos professores levarem a educação para as crianças, mas também noções de cidadania”, disse.
{PGJ}
Mais notícias...
- 25/05/2022 - Participe da Revista do MPDFT: prazo para envio de artigos é até 9 de junho
- 25/05/2022 - Iges-DF padroniza escalas de serviço de UPAs em cumprimento a recomendação
- 25/05/2022 - #AdotarÉAmor: MPDFT adere a campanha virtual de sensibilização sobre adoção
- 24/05/2022 - Museu de Arte de Brasília é reaberto após revitalização solicitada pelo MPDFT
- 23/05/2022 - NaMoral: integrantes participam de entrevista seletiva do Prêmio Innovare
- 23/05/2022 - Proximidades: ilustrador Arisson Tavares retrata solidariedade em suas obras
- 23/05/2022 - MPDFT participa de encontro da rede social Estrutural para proteção de crianças e adolescentes
- 20/05/2022 - Covid-19: MPDFT quer informações sobre leitos de UTI e campanha para incentivar vacinação
- 20/05/2022 - MPDFT e PCDF deflagram operação que investiga fraudes na fiscalização de imóveis
- 19/05/2022 - MPDFT participa de roda de conversa sobre atendimento a vítimas de abuso sexual
- 19/05/2022 - MPDFT vai fiscalizar centros de convivência de idosos
- 19/05/2022 - Covid-19: Exposição homenageia dois anos de atuação no combate à pandemia
- 19/05/2022 - Prosus vistoria clínica psiquiátrica em Planaltina
- 19/05/2022 - Ncyber e DRCC deflagram operação contra grupo responsável por prejuízo milionário a banco
- 18/05/2022 - MPDFT adere à campanha de mobilização contra abuso sexual infantil e de adolescentes
- 18/05/2022 - Recicláveis: aberto edital para associações e cooperativas para coleta no MPDFT
- 18/05/2022 - MPDFT participa de debate sobre luta antimanicomial na Câmara dos Deputados
- 18/05/2022 - Brasil-Austrália: políticas educacionais é o tema do terceiro webinário sobre violência doméstica
- 18/05/2022 - Homens que agrediram até matar são condenados no Gama
- 18/05/2022 - Essure: Secretaria de Saúde terá que indenizar paciente
- 17/05/2022 - Rede Urbanidade apresenta questionamentos ao projeto de nova Saída Norte
- 17/05/2022 - Cultura: conheça biografia de grandes artistas plásticos brasileiros
- 17/05/2022 - Promotora participa de iniciativas de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes
- 17/05/2022 - Gaeco participa de operação contra suspeitos de assaltos a carros-fortes
- 16/05/2022 - Sustentare deverá pagar cerca de R$ 11,8 milhões ao SLU
- 16/05/2022 - MPDFT obtém condenação de religioso por violação sexual e aborto
- 13/05/2022 - Prosus recomenda que servidores da SES não exerçam docência durante jornada de trabalho
- 12/05/2022 - MPDFT obtém condenação de mulher que mandou matar a cunhada no Riacho Fundo
- 12/05/2022 - Covid-19: falta de engajamento da população para finalizar ciclo vacinal preocupa
- 12/05/2022 - Participe da cidade: saiba mais sobre urbanismo
Página 384 de 611
