Projeto “Criando e Recriando Laços” é institucionalizado no MPDFT
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) institucionalizou nesta terça-feira,18 de fevereiro, o projeto “Criando e Recriando Laços”, que tem o objetivo de fomentar a cultura da mediação de conflitos e a realização de círculos de construção de paz na rotina dos profissionais dos serviços de acolhimento de crianças e adolescentes do Distrito Federal. O público-alvo da iniciativa são assistentes sociais, psicólogos, educadores e demais agentes que atuam nas casas de acolhimento. Após a formalização e ingresso, os profissionais são encaminhados ao curso “Formação Básica de Mediação de Conflitos e Facilitação de Círculos de Construção de Paz”, pilar central do projeto idealizado pelo MPDFT.
Em sua fala no evento de assinatura da portaria, a procuradora-geral de Justiça, Fabiana Costa, lembrou sobre a importância de institucionalizar projetos como o “Criando e Recriando Laços”. Para ela, o ato garante a continuidade e a expansão da iniciativa para todas as unidades do MPDFT. A procuradora-geral também parabenizou e agradeceu todos aqueles que participam do projeto. “Os resultados já alcançados nos animam a prosseguir com o propósito de estimular, cada vez mais, a cultura do diálogo e da promoção da paz. Digo isso em relação ao valor humano e aos aspectos de superação e reconstrução de vidas. Características que não podem ser quantificadas, mas que trazem um ganho inestimável à sociedade”, destacou.
A primeira edição do curso teve início em outubro de 2019 e a conclusão está prevista para o final do primeiro semestre deste ano. Até o momento, 21 alunos já concluíram a parte teórica e estão em estágio supervisionado. Ao final, todos os participantes serão certificados pela Secretaria de Educação Corporativa (Secor).
O “Criando e Recriando Laços” é resultado do Programa Permanente de Incentivo à Política de Autocomposição (PPIPA/MPDFT), coordenado pela Vice-Procuradoria de Justiça, pelas Promotorias de Justiça Cível de Proteção da Criança Adolescente e Coordenadoria Executiva de Autocomposição (Cauto).
A vice-procuradora geral de Justiça Selma Sauerbronn, coordenadora da iniciativa, salientou, durante a cerimônia, a importância da iniciativa para a ampliação do portfólio de atuação da instituição. “É importante destacar que, para garantir a efetividade judicial, mais que um fiscal da lei ou um operador do Direito, o Ministério Público deve atuar na promoção da Justiça, de forma ampla e diversa. Justiça que, para ser concretizada, demanda o desenvolvimento de iniciativas interdisciplinares e de projetos como este, que hoje celebramos”, afirmou.
A promotora de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude e uma das gestoras do projeto Luisa de Marilac ressaltou que muitos dos problemas e questões envolvendo crianças, adolescentes e o núcleo familiar são gerados a partir da falta de diálogo. Segundo ela, o curso transforma o ponto de vista dos profissionais e ensina a ouvir e se colocar no lugar dos acolhidos. “Esse projeto é uma mudança de ângulo. Muitas vezes, os serviços de acolhimento não conseguem transformar a realidade das crianças e adolescentes pela falta da construção de um diálogo. A partir do curso, será possível trabalhar com estratégias voltadas a um atendimento mais eficaz e comprometido”, disse.
{PGJ}
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