NaMoral: estudantes do Celan visitam Viveiro do Lago Norte e promovem plantio na escola
OEIniciativa faz parte de uma das missões do projeto NaMoral, do MPDFT. Em 15/12, escolas que mais se destacaram no projeto serão premiadas
O Viveiro do Lago Norte recebeu, no último sábado, 3 de dezembro, 25 alunos das turmas de oitavo e nono ano do Centro de Ensino Fundamental do Lago Norte (Celan) que participam do projeto NaMoral, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). No local, eles aprenderam um pouco mais sobre plantas nativas do cerrado e cada estudante saiu com uma muda para ser plantada em uma área da escola, colocando em prática as noções adquiridas.
Ação faz parte de uma das missões do projeto que está sendo desenvolvido em 12 escolas públicas do DF. Por meio de ferramentas inovadoras, principalmente de gamificação, o NaMoral difunde os valores da integridade, honestidade e cidadania plena.
Além do Celan, participam, na edição deste ano, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 3 de Planaltina, CEF Lobo Guará (Riacho Fundo), CEF 3 de Brazlândia, CEF 427 de Samambaia, CEF 3 Brasília, CEF 10 do Guará, CEF 1 Brazlândia, CEF 1 Brasília, CEF 2 Ceilândia, CEF 101 do Recanto das Emas e o Centro Educacional (CED) 308 do Recanto das Emas.
“A ideia de trazer os alunos até o Viveiro foi por conta da questão ambiental e dos plantios de árvores”, comenta a vice-diretora do Celan, Luciane Figueiredo. “Na nossa escola há uma área grande de estacionamento, sem nenhuma árvore, e que no período de seca tem muita poeira e nenhuma sombra. A escola pretende tornar aquele ambiente mais agradável plantando algumas mudas do cerrado, acreditando que daqui a uns cinco anos [o local] pode se tornar até um bosque e que os próprios alunos cuidem desse espaço.”
A gestora do projeto, promotora de Justiça Luciana Asper, explica que as atividades realizadas durante os jogos agregam valores além da comunidade escolar. “A gente tem visto não só os professores, os diretores, a comunidade local, mas especialmente os nossos protagonistas, esses jovens eles se transformaram, conseguiram lapidar essa integridade dentro deles e nós estamos vendo a transformação de fato acontecer dentro das suas escolas e suas comunidades.
Valores difundidos
A professora Ana Regina Corrêa, que leciona língua portuguesa, ressalta que o projeto tem uma grande importância porque reforça o trabalho de virtudes que os professores trabalham em sala de aula, como integridade e honestidade. “O projeto não foi elaborado para eles apenas como alunos, mas como cidadãos também”, aponta. “A quantidade de alunos interessados em participar do NaMoral foi muito alta. O projeto chamou a atenção deles, e muitos participaram porque querem fazer algo pela escola, deixar boas lembranças”.
“Esse projeto ajuda as pessoas a serem mais respeitosas umas com as outras, a terem mais integridade; e, principalmente, ensina a preservar o meio ambiente”, resume Sofia Martins, aluna do oitavo ano do Celan. Seu colega Hugo Santos reforça: “Estou achando o projeto muito bom, porque nos ensina sobre ter mais amor ao próximo e nos faz ter mais amizade com os colegas da escola. Eu, por exemplo, estou perdendo aos poucos minha timidez”.
O administrador regional do Lago Norte, Anderson Tolêdo, também participou da visita e conversou com os estudantes sobre a oportunidade de ter contato com mudas de diversas espécies. “É muito interessante as crianças estarem em um ambiente que incentiva a preservação do meio ambiente, e o projeto NaMoral, como um todo, ajuda a pensar a longo prazo no reforço dos valores que são trabalhados para educar as novas gerações para o verdadeiro sentido e valor da integridade e das virtudes”, afirma.
Premiação
O projeto é competitivo e, no próximo dia 15, promoverá uma premiação para divulgar as quatro primeiras escolas colocadas. Em 2019, nove escolas públicas participaram, impactando diretamente mais de 250 estudantes. Naquela edição, o Celan foi a unidade escolar vencedora e, com o prêmio conquistado, recebeu R$15 mil de recursos arrecadados com a aplicação de multa aplicada em condenação por atos de corrupção. O valor foi aplicado para a construção de um espaço de convivência na escola.
*Com informações da Agência Brasília
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