O MPDFT informa que todos os textos disponibilizados neste espaço são autorais e foram publicados em jornais e revistas.
Eles são a livre manifestação de pensamento de seus autores e não refletem, necessariamente, o posicionamento da Instituição.
Daniel Bernoulli Lucena de Oliveira
Promotor de justiça do MPDFT
A publicação da Lei 15.358, de 25 de março de 2026, proveniente do chamado "PL Antifacção", deveria representar um marco histórico no combate às organizações criminosas. Nela constam mudanças importantes que afetarão a criminalidade organizada, já que apresenta mecanismos que permitirão ao Estado alcançar a parte financeira de tais grupos, dentre outras providências.
Gabriela Gonzalez Pinto
Promotora de justiça do MPDFT
No último dia 10 de março, durante a cerimônia de entrega da Medalha Mulher Mais Segura, realizada pela Secretaria de Segurança Pública, vi-me mergulhada em um anacronismo poético e político. Ao ser contemplada com essa honraria, ao lado de diversas outras autoridades e instituições, ficou evidente que a luta contra a violência doméstica jamais deve ser travada de forma isolada; o prestígio daquele momento pertencia, na verdade, a uma rede articulada de atores que dedicam suas trajetórias à construção de uma sociedade menos hostil às mulheres. Naquela solenidade, meus olhos repousaram sobre uma senhora de cem anos de idade, também homenageada. Aquela mulher, que atravessou um século de existência portava em seu semblante o testemunho vivo de uma luta resiliente. Observá-la transportou-me imediatamente para as páginas de Violeta, obra de Isabel Allende que narra a saga de uma protagonista atravessando um século de transformações sociais na América Latina, entre 1920 e 2020.