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Por mais educação e menos criminalidade

foto materia atividades milA criminalidade é um problema social que atinge o cotidiano de muitos cidadãos e é ainda mais preocupante quando são crianças e adolescentes os autores de roubos, furtos e outras formas de violência.

Tendo em vista essa problemática, a Coordenadoria das Promotorias de Justiça do Riacho Fundo criou o projeto “Atividades Mil, Crime Zero!”. A iniciativa, implementada em abril de 2013, nasceu com o objetivo de oferecer atividades extracurriculares para alunos da rede pública de ensino, entre 7 e 17 anos, residentes no Riacho Fundo I e II. Recentemente, alunos da rede particular passaram a buscar o projeto e também foram aceitos. Independente do tipo de escola que frequentam (pública ou privada), a ideia dos idealizadores do projeto é afastar os jovens da criminalidade, fortalecer a cidadania e garantir que seus direitos sejam protegidos.

Para a gestora do projeto, a promotora de Justiça Carina Costa, o retorno para a comunidade tem sido muito bom. “Recebemos relatos de pais de que seus filhos estão bastante motivados. Seja qual for a atividade, ocupa física e mentalmente os jovens e a gente tem a perspectiva de que isso vai evitar que eles se envolvam com a criminalidade. É muito claro que nosso objetivo está sendo atingido”, afirma.

Buscando alternativas

Por meio da dança, futebol e artes marciais, alunos do projeto podem exercitar corpo e mente, além de potencializar a aprendizagem e fortalecer a autoestima. No primeiro ano de projeto, o “Atividades Mil, Crime Zero!” atendeu cerca de 80 crianças e adolescentes, que tiveram a oportunidade de participar de aulas de taekwondo. Em 2014, o balé e o karatê foram inseridos ao projeto e atendem 70 alunos. Em breve, mais jovens poderão frequentar as aulas de futebol e capoeira, com capacidade para atender, respectivamente, 160 e 60 alunos.

Para que o projeto alcance cada vez mais jovens, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) conta com a colaboração de professores voluntários, instituições não-governamentais e das escolas do Riacho Fundo e do Conselho Tutelar, que encaminham os jovens para participarem das atividades. Os pais também são essenciais para incentivar o comprometimento dos alunos.

 

Taekwondo

Disciplina, atividade física, interação e inclusão social. Esses são os objetivos das aulas, realizadas às quartas-feiras, a partir das 19h30, no subsolo de uma igreja no Riacho Fundo II. Com cerca de 60 alunos, de 7 a 17 anos, o projeto recebe material do MP e parceiros, inclusive para a aquisição dos kits de taekwondo.

Para participar, os alunos devem estar matriculados na escola e manter boas notas. “O mestre é um referencial para os meninos. As mudanças do Gabriel foram incríveis: sapatos e roupas que ficavam jogados passaram a ser organizados. Agora ele está até se alimentando direito. A sociedade precisa desses projetos”, relata Rosa Maria de Aguiar, mãe do aluno.

A opinião de Rosa reflete a mudança que as mães perceberam em seus filhos, depois que iniciaram a prática da atividade. William Marques de Jesus, mestre de taekwondo e voluntário do projeto do MPDFT, afirma que também descobriu o esporte por meio de um projeto social e agora repassa os ensinamentos que recebeu, inclusive com relação ao respeito à família. “Nosso objetivo é formar cidadãos; não faixas preta”, destaca.

Karatê

“Uma amizade que se construiu através do esporte”. Assim Luiz Alberto define o laço formado durante os treinos. Ele, que também é professor da rede pública do DF, dedica três dias semanais para ministrar as aulas de karatê shotokan no Salão Comunitário da Administração Regional do Riacho Fundo I.

Praticante do esporte há 17 anos, Luiz Alberto iniciou o trabalho com crianças e adolescentes, quando se tornou faixa preta, em 2011, repassando os ensinamentos que adquiriu com a arte marcial. “Eu tenho uma enorme satisfação em estar lá com eles (alunos), que vão sempre que podem, até quando é feriado. O meu pagamento é esse”, afirma.

Balé

Esforço e delicadeza compõem a mistura que acerta o passo nas oficinas de balé do projeto. A professora, Shaiene Santana, que chega antes dos alunos para deixar o chão da sala limpo e pronto para receber suas pequenas bailarinas, diz que sua “expectativa é levar uma arte tão elitista a um público que também pode sonhar, resgatar valores e melhorar a autoestima”. Ela e Bernardo de Lima são os voluntários que fazem dessas meninas, de 9 a 17 anos, grandes sonhadoras.

Bernadete Araújo, coordenadora do projeto, salienta a importância de atender principalmente aquele jovem que é considerado mais difícil. “A criança tem a oportunidade de se espelhar em um mestre e professor e, assim, livrar-se das más companhias que podem apresentá-la ao mundo do crime”, destaca. E é isso que o “Atividades Mil, Crime Zero!” vem fazendo por esses jovens, desenvolvendo talentos e promovendo saúde enquanto eles aprendem e se divertem.

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