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curso1203Professores e profissionais da área jurídica participaram, na manhã desta quinta-feira, dia 12, do curso Educação para a Igualdade de Gênero. O evento, que discutiu temas como discriminação, violência e promoção da igualdade de gênero, integra a programação da campanha nacional “Justiça pela paz em casa”, idealizada pela ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia.

A primeira palestra do dia foi proferida pela doutora em Direito Soraia da Rosa Mendes. Em sua fala, ela enfatizou o percurso histórico do que ela chama de “ideologia da custódia”, que é tudo aquilo que se faz para reprimir, vigiar e encerrar as mulheres mediante mecanismos de exercício de poder. “Apesar das mudanças ao longo dos séculos, esses mecanismos ainda são os mesmos”, acredita. Segundo a pesquisadora, a violência de gênero é um resultado dessa mentalidade que retira a mulher do espaço público e a relega à esfera privada.

O promotor de Justiça Thiago André Pierobom, coordenador do Núcleo de Gênero do MPDFT, discutiu a relação entre gênero, discriminação e violência. Para ele, a prevenção da violência contra a mulher passa pela reconstrução das relações de gênero. “Sabe-se que cerca de 70% dos assassinatos de mulheres são cometidos por companheiros ou ex-companheiros”, exemplificou. Para ele, desconstruir os papéis de gênero estereotipados é uma das funções da escola. “Não existem diferenças entre homens e mulheres que justifiquem o recurso à violência”, concluiu o promotor de Justiça.

Oportunidade para discutir

A mesa redonda “Promoção da igualdade de gênero no ambiente escolar: desafios e perspectivas” debateu formas de se apresentar os temas de gênero a crianças e adolescentes. Compuseram a mesa a promotora de Justiça Mariana Fernandes Távora; os juízes Ben-Hur Viza e Carlos Bismarck Barbosa, coordenadores do Centro Judiciário da Mulher (CJM/TJDFT); Denis Costa Reis, representante da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Direitos Humanos; e Miriam Laurentino de Lima e Dhara Cristiane Souza Rodrigues, representantes da Secretaria de Educação.

Os participantes aprovaram a iniciativa. A orientadora pedagógica Sonia Tavares acredita que a discussão tenha sido produtiva. “Além dos professores, tinha o lado jurídico. Os promotores nos trouxeram informações novas”, afirmou. O professor de artes Pedro da Silva concorda: “Essa discussão tem que começar a ser feita e, felizmente, nós tivemos essa oportunidade aqui no MP. Uma oportunidade de começar a discutir, de levar o debate para a escola e de conhecer projetos na busca pela igualdade de direitos”.

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