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Nesta terça-feira, dia 10, a Promotoria de Justiça de Brazlândia recebeu 13 mulheres em situação de violência doméstica para a quarta reunião de 2013 do projeto "Tardes de Reflexão". Além de esclarecimentos sobre a Lei Maria da Penha, as mulheres receberam informações sobre seus direitos e onde procurar ajuda.

A reunião foi coordenada pela assistente social Gabriela Silva Arana, da Secretaria da Mulher, que há cinco anos trabalha com acolhimento de mulheres em situação de violência. Para ela, o mais importante é que a vítima busque ajuda, porque sozinha é difícil sair do ciclo de violência. "Procuramos sensibilizá-las para que busquem seus direitos sociais e encaminhamos para acompanhamento especializado", explicou.

Durante o encontro são divulgados os principais centros de acolhimento e onde é possível denunciar as agressões. As participantes receberam também a cartilha "Mulher, Valorize-se: Conscientize-se de seus Direitos!", uma publicação do Núcleo de Gênero do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). O material serve de auxílio para esclarecer dúvidas sobre violência doméstica e incentivar as mulheres a denunciar a prática desses crimes. O analista processual do MPDFT Wesley Santana também participou da reunião para sanar as dúvidas sobre os aspectos legais relacionados à Lei Maria da Penha.

Relato

Joana* conviveu com Carlos* durante sete anos. A pedido do companheiro, largou o negócio próprio para trabalhar com o marido. "Ele não queria que eu tivesse independência", contou. Depois de um período conturbado, Joana decidiu se separar. Carlos não aceitou. "Ele falou que ia acabar comigo se me visse com outro homem. Cheguei a ficar três meses sem sair de casa". Há um mês, Joana formalizou a denúncia. O juiz deferiu medida protetiva em favor da vítima. "Eles pensam que a gente nunca vai ter coragem de denunciá-los e começar de novo, mas dessa vez eu vou até o fim", desabafou.

Às vezes o autor da violência doméstica não é o companheiro. No caso de Lúcia*, o agressor foi o próprio filho. Para a assistente social Gabriela, esse é um fato que impede que muitas mulheres realizem a denúncia, a mulher carrega a culpa de prejudicar a pessoa que tanto ama. Apesar disso, Lúcia não tolerou as agressões. "Por causa da medida protetiva de afastamento do lar, meu filho teve que sair de casa. Ele tem que responder pelo que fez", disse.

Serviço

Central de Atendimento à Mulher
Ligue 180 - Secretária de Políticas para as Mulheres
Disque 156, digito 6 – Secretaria da Mulher do DF

Centro de Referência de Atendimento à Mulher
3323-6184 – Estação 102 do Metrô

Núcleo de Gênero do Ministério Público do DF e Territórios
Eixo Monumental, Praça do Buriti, Lote 2 – Ed. Sede do MPDFT, sala 139, Brasília-DF, CEP: 70.091900
Telefone: 33439998

* Nomes fictícios

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